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	<title>Arquivos Orientação profissional - Márcio Souza Coaching, Psicologia, Psicoterapia e Orientação</title>
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	<description>Psicólogo, coach de carreiras, orientador vocacional e psicoterapeuta</description>
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	<title>Arquivos Orientação profissional - Márcio Souza Coaching, Psicologia, Psicoterapia e Orientação</title>
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		<title>Como fica o projeto de vida diante da crise econômica, do desemprego e da precarização das condições de trabalho?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[marciosouza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Nov 2021 19:18:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Orientação profissional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Como orientador de carreiras, venho observando algumas mudanças tanto no contexto macro-sócio-econômico quanto na percepção das pessoas a respeito das possibilidades reais de efetivar uma transição de carreiras em meio a um cenário tão incerto. A questão que surge é: é possível tornar real meu projeto de vida? Ele ainda é factível no contexto atual? [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Como orientador de carreiras, venho observando algumas mudanças tanto no contexto macro-sócio-econômico quanto na percepção das pessoas a respeito das possibilidades reais de efetivar uma transição de carreiras em meio a um cenário tão incerto. A questão que surge é: é possível tornar real meu projeto de vida? Ele ainda é factível no contexto atual? Para refletir sobre o assunto, preparei este texto. Acompanhe a leitura.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Desemprego e precarização do trabalho</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos dois últimos anos, a pandemia da COVID-19, além de estabelecer uma crise sanitária sem precedentes na história recente, serviu de palco para acelerar mudanças no campo produtivo que vêm tornando o trabalho ainda mais instável e precário. Segundo o IBGE</span><span style="font-weight: 400;">, no quarto trimestre de 2019, 11% da população economicamente ativa encontrava-se em condição de desemprego, no segundo trimestre de 2021, este número passou para 14,1%, conforme gráfico abaixo.</span></p>
<p><a href="https://www.marciosouzacoaching.com.br/wp-content/uploads/2021/11/como-fica-o-projeto-de-vida-diante-da-crise-economica-do-desemprego-e-da-precarizacao-das-condicoes-de-trabalho2-1.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-2365" src="https://www.marciosouzacoaching.com.br/wp-content/uploads/2021/11/como-fica-o-projeto-de-vida-diante-da-crise-economica-do-desemprego-e-da-precarizacao-das-condicoes-de-trabalho2-1.jpg" alt="" width="800" height="600" srcset="https://www.marciosouzacoaching.com.br/wp-content/uploads/2021/11/como-fica-o-projeto-de-vida-diante-da-crise-economica-do-desemprego-e-da-precarizacao-das-condicoes-de-trabalho2-1.jpg 800w, https://www.marciosouzacoaching.com.br/wp-content/uploads/2021/11/como-fica-o-projeto-de-vida-diante-da-crise-economica-do-desemprego-e-da-precarizacao-das-condicoes-de-trabalho2-1-300x225.jpg 300w, https://www.marciosouzacoaching.com.br/wp-content/uploads/2021/11/como-fica-o-projeto-de-vida-diante-da-crise-economica-do-desemprego-e-da-precarizacao-das-condicoes-de-trabalho2-1-768x576.jpg 768w, https://www.marciosouzacoaching.com.br/wp-content/uploads/2021/11/como-fica-o-projeto-de-vida-diante-da-crise-economica-do-desemprego-e-da-precarizacao-das-condicoes-de-trabalho2-1-393x295.jpg 393w, https://www.marciosouzacoaching.com.br/wp-content/uploads/2021/11/como-fica-o-projeto-de-vida-diante-da-crise-economica-do-desemprego-e-da-precarizacao-das-condicoes-de-trabalho2-1-786x590.jpg 786w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fonte: IBGE</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Infelizmente, o alto índice de desemprego não é a única variável preocupante. Podemos destacar ainda dois outros fatores que muito contribuíram para a precarização das condições de vida dos trabalhadores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um deles é que, como resposta à pandemia, o Congresso Nacional aprovou medidas que facilitam a redução de jornada de trabalho, redução de salários e flexibilização e suspensão das jornadas de trabalho, comprometendo seriamente a renda daqueles que permaneceram empregados. Outro fator que merece destaque é o aumento da inflação com IPCA acumulado de 10,67% em 12 meses. Este índice foi alavancado pelos aumentos no preço dos combustíveis (73% para a gasolina e 65% para o diesel</span><span style="font-weight: 400;">), energia elétrica (25%</span><span style="font-weight: 400;">) e dos alimentos (24,84%</span><span style="font-weight: 400;">, sendo que alguns itens como arroz e feijão chegaram a ter aumentos de 56% e 72%, respectivamente</span><span style="font-weight: 400;">). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como resultado desta conjuntura, 84,9 milhões de pessoas enfrentam fome ou insegurança alimentar</span><span style="font-weight: 400;"> e assistimos notícias de famílias disputando ossos em açougues ou até mesmo em locais de descarte</span> <span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como dito anteriormente, este quadro desolador é apenas agravado pela pandemia e, embora sua formação dependa de um conjunto bastante amplo de variáveis, no que tange ao trabalho, sua origem é determinada por mudanças estruturais no campo produtivo que afetam, diretamente, a oferta de empregos e a geração de renda do trabalhador. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Uberização e sua ampliação para cargos de gestão </span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um artigo anterior, abordei a questão da uberização e da indústria 4.0 relacionando-as à cobrança por produtividade</span><span style="font-weight: 400;">. Agora mudo o recorte para discutir como mudanças na própria gestão do trabalho são responsáveis pelos processos de precarização, cuja aceleração assistimos desde o início da pandemia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo Antunes</span><span style="font-weight: 400;">, trata-se de &#8220;uma complexa engrenagem econômica que não possui limites para sua expansão (pois seu foco é sempre a produção de mais capital), sua resultante é uma acentuada destrutividade&#8221; (p.09).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas que destrutividade é esta apontada pelo autor? Trata-se, justamente, dos novos processos de gestão da produção que são chamados de Indústria 4.0. A chamada &#8220;nova revolução industrial&#8221; possui grande ênfase em processos de automação controlados por sistemas de inteligência artificial. O objetivo desses processos é a redução radical dos custos de produção, visando maior lucratividade.</span></p>
<p><a href="https://www.marciosouzacoaching.com.br/wp-content/uploads/2021/11/como-fica-o-projeto-de-vida-diante-da-crise-economica-do-desemprego-e-da-precarizacao-das-condicoes-de-trabalho22.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-2364" src="https://www.marciosouzacoaching.com.br/wp-content/uploads/2021/11/como-fica-o-projeto-de-vida-diante-da-crise-economica-do-desemprego-e-da-precarizacao-das-condicoes-de-trabalho22.jpg" alt="" width="800" height="600" srcset="https://www.marciosouzacoaching.com.br/wp-content/uploads/2021/11/como-fica-o-projeto-de-vida-diante-da-crise-economica-do-desemprego-e-da-precarizacao-das-condicoes-de-trabalho22.jpg 800w, https://www.marciosouzacoaching.com.br/wp-content/uploads/2021/11/como-fica-o-projeto-de-vida-diante-da-crise-economica-do-desemprego-e-da-precarizacao-das-condicoes-de-trabalho22-300x225.jpg 300w, https://www.marciosouzacoaching.com.br/wp-content/uploads/2021/11/como-fica-o-projeto-de-vida-diante-da-crise-economica-do-desemprego-e-da-precarizacao-das-condicoes-de-trabalho22-768x576.jpg 768w, https://www.marciosouzacoaching.com.br/wp-content/uploads/2021/11/como-fica-o-projeto-de-vida-diante-da-crise-economica-do-desemprego-e-da-precarizacao-das-condicoes-de-trabalho22-393x295.jpg 393w, https://www.marciosouzacoaching.com.br/wp-content/uploads/2021/11/como-fica-o-projeto-de-vida-diante-da-crise-economica-do-desemprego-e-da-precarizacao-das-condicoes-de-trabalho22-786x590.jpg 786w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na indústria 3.0, a automação tinha como foco as tarefas manuais e o trabalho braçal, sem chegar a alcançar a gestão dos processos produtivos. Desta forma, cargos de gestão continuavam valorizados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, com a inteligência artificial, a própria gestão passa a ser totalmente &#8211; ou em parte &#8211; feita através de sistemas informatizados. Assim, a título de redução de custos, retira-se mais uma camada de postos de trabalho, restando a estes trabalhadores funções cada vez mais operacionais, com cada vez menos segurança e direitos associados ao trabalho. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O termo uberização do trabalho passou a ser usado para se referir a diversos tipos de trabalhos geridos por aplicativos como o próprio Uber, além de iFood, Rappi, entre outros, nos quais os trabalhadores são responsáveis por todos os custos de sua atividade produtiva e são remunerados de acordo com demanda e remunerações definidas pelos aplicativos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas essa lógica não se restringe mais apenas à aqueles que trabalham nestas plataformas, pois a lógica da uberização passa a ser extrapolada para os mais diversos campos de atuação. </span></p>
<p style="text-align: center;"><b><i>&#8220;com a Indústria 4.0 teremos uma nova fase da hegemonia informacional-digital, sob o comando do capital financeiro, na qual celulares, tablets, smartphones e assemelhados cada vez mais se converterão em importantes instrumentos de controle</i></b><b>,</b><b><i> supervisão e comando nesta nova etapa da ciberindústria do século XXI.&#8221; </i></b><span style="font-weight: 400;">– Antunes, 2020, p.15</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos aspectos perversos dessa lógica é que tais mudanças são &#8220;vendidas&#8221; como vantajosas aos trabalhadores que seriam vistos como empreendedores e independentes, sem as amarras de um empregador. Eles poderiam, assim, construir patrimônio e atingir altas remunerações. Na prática, no entanto, o que esses trabalhadores vivenciam é a falta de seguridade e a necessidade de enfrentar longas jornadas de trabalho para obter uma renda cada vez menor e insuficiente para atender suas necessidades.</span></p>
<p style="text-align: center;"><b><i>&#8220;Nestes tempos de crise estrutural e destruição, a melhor imagem dessa formação societal é a de uma totalidade completamente deformada. No topo, o capital financeiro, que concebe o trabalho estritamente como “custo”. Como o avanço informacional-digital é um relógio que não para de rodar, sua destrutividade se intensifica a cada momento, tornando a força de trabalho global cada vez mais descartável e supérflua.&#8221;</i></b><i><span style="font-weight: 400;">  </span></i><span style="font-weight: 400;">– Antunes, 2020, p.15</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meu trabalho como orientador de carreiras, minha clientela não é composta por trabalhadores de aplicativos e, mesmo assim, é perceptível o impacto desta lógica em seus trabalhos. Existem o aumento frequente da demanda de trabalho e o medo de serem dispensados caso não consigam atender a toda demanda que chega. Consequentemente, o número de horas trabalhadas e a crescente dificuldade em estabelecer uma linha entre vida pessoal e profissional fazem com que o trabalho ocupe praticamente todos os momentos possíveis em suas existências. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A lógica do trabalho em excesso se irradia não apenas para as classes menos favorecidas, mas também para trabalhadores que ocupam altos cargos, desfrutam de boa remuneração e benefícios previstos no contrato de trabalho. A consciência, mesmo que sutil, da instabilidade do contrato de trabalho faz com que o medo de perder o emprego, de não poder manter seu padrão de vida, de prover para si e para sua família paire no ar como uma espada sobre a cabeça desses trabalhadores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Podemos aqui falar de uma ideologia que traduz a exploração do trabalho em um discurso meritocrático, no qual o esforço e a dedicação serão os únicos determinantes do sucesso ou do fracasso. Ao individualizar o desemprego, as profundas raízes de um fenômeno tipicamente social são escondidas, fazendo com que a dominação passe despercebida e seja até desejada. </span></p>
<p style="text-align: center;"><b><i>&#8220;Indubitavelmente, quem perdeu o emprego, quem não consegue empregar-se ou reempregar-se e passa pelo processo de dessocialização progressivo, sofre. É sabido que esse processo leva à doença mental ou física, pois ataca os alicerces da identidade. Hoje, todos partilham um sentimento de medo – por si, pelos próximos, pelos amigos ou filhos – diante da ameaça da exclusão.&#8221;</i></b> <span style="font-weight: 400;">– Dejours, 1999, p.19</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com frequência, pessoas que estão expostas a diferentes dimensões da precarização do trabalho, que sentem-se inseguras em perderem seus empregos ou de não conseguirem renda suficiente para sobreviver, atribuem apenas a si mesmas a responsabilidade pelas dificuldades que enfrentam. São assombradas pelo medo da incompetência, sentindo-se impostoras em seus próprios afazeres e, diante da falta de reconhecimento, resta o sofrimento.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Sofrimento x projeto de vida factível </span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, na impossibilidade de manifestar ou mesmo de vivenciar o sofrimento, muitas vezes recorrem à lógica denunciada por Byung-Chul Han de combater a negatividade com o excesso de positividade. Neste sentido, a literatura de autoajuda de carreiras está repleta de autores que prometem fórmulas infalíveis para desenvolver mais disciplina, foco, motivação, gratidão, etc. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma característica comum a esta literatura, além da positividade exagerada, é a compreensão de que todo e qualquer problema profissional pode ser superado pelo indivíduo que molda a si mesmo a fim de se tornar mais &#8220;vendável&#8221;. É a aplicação da lógica de mercado à vida das pessoas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que me preocupa é justamente o fato de que existe um conjunto de variáveis macroeconômicas e sociais responsáveis pelo fenômeno do desemprego e que debitar essa conta unicamente nos indivíduos, além de esconder as raízes sociais do problema, estimula o sentimento de incompetência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em minha dissertação de mestrado, discuti a relação entre projeto de vida e saúde mental de adolescentes. Um dado bastante interessante que surgiu como resultado é que o projeto de vida pode ser tanto um fator de proteção, quanto um fator de risco para o desenvolvimento de saúde mental. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E a variável fundamental para definir se um projeto de vida poderá </span><a href="https://www.marciosouzacoaching.com.br/2021/04/09/vamos-falar-de-produtividade-quanto-mais-podemos-produzir-sem-adoecer/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="font-weight: 400;">promover saúde ou doença</span></a><span style="font-weight: 400;"> é justamente sua </span><b>factibilidade. </b><span style="font-weight: 400;">Projetos de vida compreendidos como alcançáveis, com objetivos possíveis de serem atingidos, permitem o desenvolvimento do sentimento de comprometimento com sua realização. Já projetos de vida compreendidos como inalcançáveis tendem a gerar sofrimento e resignação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, toda e qualquer transição de carreira deve levar em consideração, tanto as variáveis sócio-econômicas quanto as variáveis pessoais para que seja possível avaliar a factibilidade dessa transição. Em alguns casos, ela será a possibilidade de encontrar um trabalho menos precário, mas em outros, poderá acentuar a precarização já vivida. </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">É dever ético do orientador de carreiras auxiliar seu orientando a pesquisar e compreender as variáveis sócio-econômicas, seus desejos e aspirações, bem como definir estratégias de enfrentamento a seus medos e inseguranças. Acredito ser esse o caminho mais responsável para uma transição profissional factível e promotora de saúde psicológica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pensar, refletir e traçar caminhos possíveis para mudanças saudáveis. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Espero que este artigo possa ter colaborado de alguma forma. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Até o próximo! </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><b>Fontes:</b></em></p>
<p><a href="https://www.ibge.gov.br/indicadores#desemprego" target="_blank" rel="noopener noreferrer">IBGE</a></p>
<p><a href="https://economia.ig.com.br/2021-10-25/alta-dos-combustiveis-acumulada-2021-gasolina-diesel.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Economia IG</a></p>
<p><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/business/energia-eletrica-tem-alta-acumulada-de-quase-25-em-2021-diz-ibge/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">CNN Brasil </a></p>
<p><a href="https://www.istoedinheiro.com.br/inflacao-entenda-por-que-o-preco-dos-alimentos-nao-vai-cair-tao-cedo/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Isto é Dinheiro</a></p>
<p><a href="https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2021/07/25/fila-para-conseguir-doacao-de-ossos-e-flagrante-da-luta-de-familias-brasileiras-contra-a-fome.ghtml" target="_blank" rel="noopener noreferrer">G1</a></p>
<p><a href="https://economia.ig.com.br/2021-08-19/fome-inseguranca-alimentar-no-brasil.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Economia IG</a></p>
<p><a href="https://horadopovo.com.br/disputa-por-ossos-no-rio-expoe-drama-da-fome-no-brasil-sob-bolsonaro/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Hora do Povo</a></p>
<p><a href="https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2021/07/16/fila-acougue-cuiaba-doacoes-ossos.htm" target="_blank" rel="noopener noreferrer">UOL</a></p>
<p><a href="https://www.scielo.br/j/csp/a/KvKKHYs7K4xvNySdxgKx9FR/?lang=pt" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Coronavírus: o trabalho sob fogo cruzado</a></p>
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		<title>Orientação de carreiras e psicoterapia: o lugar do trabalho na existência humana</title>
		<link>https://www.marciosouzacoaching.com.br/2021/10/20/orientacao-de-carreiras-e-psicoterapia-o-lugar-do-trabalho-na-existencia-humana/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[marciosouza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Oct 2021 20:15:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Orientação profissional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A vida humana é complexa em suas teias, em suas linhas que se movimentam, se tocam, se repelem e se convergem. A vida humana é um emaranhado de fazeres e saberes e possibilidades que extrapolam uma única definição. Podemos ser e somos sujeitos múltiplos, com facetas, que coexistem harmoniosamente &#8211; ou não &#8211; dentro de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A vida humana é complexa em suas teias, em suas linhas que se movimentam, se tocam, se repelem e se convergem. A vida humana é um emaranhado de fazeres e saberes e possibilidades que extrapolam uma única definição. Podemos ser e somos sujeitos múltiplos, com facetas, que coexistem harmoniosamente &#8211; ou não &#8211; dentro de um único. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, por muitas vezes, recebo no consultório pessoas que me procuram para o processo de orientação de carreiras, coaching, em função de sofrimentos de diversas naturezas relacionados ao trabalho. Entre elas, posso destacar demandas como: excesso de cobrança por produtividade, falta de sentido no trabalho, assédio moral e sexual, longas jornadas laborais &#8211; que dificultam o equilíbrio entre demandas da vida pessoal e da vida profissional &#8211; e esgotamento emocional. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todas as queixas são legítimas e validadas durante o encontro. Mas, diante da escuta ativa, que é capaz de alcançar os sentidos vivenciados daquilo que é dito, percebo que as questões relativas ao trabalho, colocadas ali, estão, em sua essência, sediadas em outras instâncias do ser e noto que há a necessidade, primordial, de uma compreensão mais ampla do lugar do trabalho na existência. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Então, trago para este artigo a reflexão que me salta sobre como, muitas vezes, a demanda que chega em busca do coaching  pode estar muito mais relacionada à psicoterapia, ao olhar para si, para dentro, para as experiências e trajetórias enquanto pessoa, do que a um processo de coaching em si.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Te convido a ler e a pensar, junto comigo, sobre os possíveis vieses que levam à busca de um processo quando, na verdade, existe a necessidade de outro espaço primeiro. Vamos lá?</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">A busca pelo processo de coaching e o padrão de masculinidade </span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Bem, para começar, uma primeira reflexão que surge é a partir da constatação de que a maioria dos clientes, que chegam em busca do processo de coaching, com as demandas que colocam em cheque a questão profissional, é composta de pessoas do sexo masculino.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E aqui proponho uma relação entre a procura pelo coaching e padrão de masculinidade que impera dentro do modelo do patriarcado. Sim, pois devemos pensar o indivíduo inserido, moldado e construído, dentro de uma sociedade, de um contexto, para tentar compreender &#8211; e rever &#8211; a atuação no mundo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O padrão de masculinidade estipula um tipo de comportamento do que se define esperado para todos aqueles  do sexo masculino. Por outro lado, os padrões de gênero também estabelecem os comportamentos esperados  quando se trata das mulheres Nos dois casos, as narrativas elaboradas tentam colocar os seres humanos em caixinhas, determinando desde o modo de se vestir, onde e como trabalhar e até mesmo como estamos autorizados a nos sentir em diferentes situações . </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Historicamente , o papel de provedor foi socialmente construído e atribuído aos homens, depositando  neles a responsabilidade de sair de casa, produzir com sua força de trabalho, trazer o alimento para o lar e, assim, garantir a subsistência da família. Os homens foram ensinados a serem fortes, corajosos e a nunca, em hipótese alguma, entrarem em contato com sua  fragilidade ou vulnerabilidade, dificultando até mesmo o reconhecimento destes sentimentos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No modelo até então conhecido, não há espaço para a singularidade, que inclui, dentre outros , angústias,  medos e demais tonalidades afetivas. Refletir a respeito das diferentes possibilidades que cabem na vivência de  ser homem é um movimento importante, que, em minha prática, observo acontecendo, ainda que de maneira tímida e a passos lentos, mas fundamental para repensarmos a construção social da masculinidade. </span></p>
<p style="text-align: center;"><b><i>“O  herói  é  o verdadeiro  sujeito  da  modernidade.  Isso  significa  que,  para  viver  a  modernidade,  é preciso uma natureza heróica&#8221;. Walter Benjamin.</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, diante desse impasse e desse receio de se mostrar frágil, sensível às emoções, às confusões, às incertezas e aos sentimentos, que são intrínsecos à espécie humana, os homens buscam, primeiro, o processo de coaching que pode parecer um caminho de menos exposição pessoal para falar de suas angústias. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É como se houvesse um aval, um acordo pré-formado da sociedade, que permitisse ao homem buscar auxílio para seus dilemas profissionais, mas que, em contrapartida, o impedisse de procurar recursos para lidar com as questões que tocam o ser em si. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O autocuidado como fraqueza</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Um outro aspecto que trago para nossa discussão e que está, evidentemente, ligado ao discorrido acima, é a visão do autocuidado como sinônimo de fraqueza e de incapacidade de lidar com os próprios sentimentos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vivemos a era da instantaneidade, da produção a qualquer custo e a qualquer hora, do sucesso que precisa ser alcançado, dos números que precisam crescer mais e mais e da conquista de um status, de uma posição, para se ser alguém. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Toda essa demanda de urgências reflete em sofrimento, em ausência de tempo e espaço para sentir e para viver, simplesmente. Vivemos tempos de atropelos</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">e o ser humano vai minguando enquanto seu trabalho vai rendendo. Há um excesso de positividade nos tempos atuais que sufoca a possibilidade da existência e todas as suas nuances.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filósofo e ensaísta sul-coreano, Byung-Chul Han, nos fala da sociedade do desempenho, aquela que vivemos hoje e que estabelece modos de vida expressos pelo excesso ou tirania da positividade. Como consequência, produz sujeitos sempre em busca da superação em relação aos seus ganhos e que possuem subjetividades e sociabilidades orientadas pelo desempenho de multitarefas e do constante ato de produzir</span><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Então, escolher parar, reduzir o ritmo, rever o estilo de vida e olhar para dentro, para o que atormenta, incomoda, para o que o deixa insatisfeito, aflito e angustiado, na sociedade de hoje, é considerado perda de tempo, é a escassez da produção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diante dessa lógica &#8211; ilógica &#8211; a busca por autocuidado em um processo de psicoterapia, por exemplo, pode ser vista como sinal de estagnação, de fraqueza e vulnerabilidade. Por outro lado, iniciar um processo de coaching pode ser justificado no campo do trabalho, no desejo de um desenvolvimento profissional, de mais produtividade e melhor performance. A justificativa parece mais plausível diante do modelo de masculinidade estabelecido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O sociólogo francês, Alain Ehrenberg, em seu livro “O culto da performance”, debruça sobre as  transformações  no  mundo  do trabalho  do  século  XXI e trata sobre os discursos  utilizados por gestores que colocam o esporte como figura simbólica para o rompimento de barreiras psicológicas e sociais no mundo do trabalho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O discurso proferido traz a falácia de que o trabalhador e a trabalhadora devem  agir  cotidianamente como heróis  esportistas para  baterem as suas metas,  seus  objetivos, e  sucessivamente, ‘vencer as batalhas’. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O encontro consigo como ponto de partida </span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Independente do processo iniciado ser de coaching ou de psicoterapia, é imprescindível a criação de um espaço de escuta que possibilite o desvelamento do tecido de sentimentos que se escondem por trás dos discursos normativos. Tais discursos, junto com expectativas sociais e os diferentes papéis que desempenhamos, frequentemente, nos levam a construir uma compreensão inautêntica de nós mesmos. Inautêntica, pois ela contém mais elementos provenientes de fora que aqueles que são fruto de um aprofundamento em si mesmo.</span></p>
<p style="text-align: center;"><b>“A profundidade de um processo psicológico, na verdade, depende muito mais da disposição interior do sujeito na relação com o profissional, do que de uma definição prévia externa.” </b></p>
<p style="text-align: center;"><b>Mauro Amatuzzi</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No contexto da clínica, acredito que a desconstrução dos estereótipos dar-se-á por um conjunto de critérios. O primeiro deles está na afirmação acima. Apenas com a disposição e abertura da própria pessoa que procura o psicólogo será possível iniciar o processo de aprofundamento em sua própria história pessoal e nos sentidos que ela abriga. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, a disposição mencionada acima diz respeito ao próprio cliente da psicoterapia ou do coaching. E quanto ao profissional? O que ele precisa proporcionar ao cliente para que esta jornada seja possível? Gosto muito de uma releitura que faz Mauro Amatuzzi (2012) do tripé da psicoterapia proposto por Carl Rogers.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em primeiro lugar, é necessário o </span><b>acolhimento</b><span style="font-weight: 400;">. Apenas em um ambiente livre de julgamentos ou expectativas a pessoa poderá sentir-se à vontade para falar livremente sobre si mesma. Em segundo lugar, temos a importância da </span><b>compreensão</b><span style="font-weight: 400;">, pois para a compreensão dos sentidos, devemos ir além do entendimento daquilo que foi dito de fato. É necessário recuperar as intenções e sentimentos relacionados a cada fala. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cada fala pode ser representada por um fio de sentido que se encontra com outros fios provenientes da vida da pessoa, formando um tecido de sentidos. Esta compreensão refere-se a inserir os sentimentos e pensamentos nesta complexidade de sentidos. Em terceiro lugar, busca-se </span><b>provocar a reflexão </b><span style="font-weight: 400;">por meio de colocações que facilitem este olhar para si mesmo, bem como a compreensão dos sentidos aqui mencionada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E onde fica a diferença da prática do coaching e a da psicoterapia? No tipo de demanda trazida pela pessoa. Quanto mais esta demanda estiver relacionada a sentimentos e a passagens da história de vida da pessoa que ainda provocam incômodo ou não estão suficientemente compreendidas, mais esta demanda se aproxima da psicoterapia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto mais a demanda estiver relacionada a objetivos práticos e materiais, nos quais a necessidade de compreensão de si cumpre um papel apenas complementar, mais nos aproximamos de um processo de coaching.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vale lembrar que dentro desta proposta de escuta, a própria definição da modalidade de trabalho é uma construção a ser feita a partir do diálogo entre a pessoa e o profissional. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, em ambas as práticas, é preciso que haja uma abordagem longe de amarras e desenraizada dos padrões estruturais da sociedade, capaz de olhar e acolher as questões humanas em sua totalidade. É preciso também que, tanto na psicoterapia como no coaching, haja entrega, espaço e escuta por parte de cliente e psicólogo. Assim, teremos a possibilidade de sermos sujeitos autênticos em liberdade e consciência. </span></p>
<p><b><i>Fontes:</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">AMATUZZI, Mauro. </span><b>Rogers: ética humanista e psicoterapia.</b><span style="font-weight: 400;"> Campinas-SP: Editora Alínea, 2012.</span></p>
<p><a href="https://periodicos.fclar.unesp.br/semaspas/article/view/11330/7774"><span style="font-weight: 400;">Periódicos UNESP</span></a></p>
<p><a href="https://www.scielo.br/j/ts/a/6vbqVgYtLDWCCSsvszXZVVp/?lang=pt#:~:text=Sociedade%20do%20cansa%C3%A7o%20%C3%A9%20um,cotidiano%20produtivo%20realizando%20m%C3%BAltiplas%20tarefas."><span style="font-weight: 400;">Sociedade do Cansaço &#8211; Scielo </span></a></p>
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		<title>Ikigai: conceito para viver com propósito na profissão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[marciosouza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Nov 2019 13:38:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Orientação profissional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Viver é muito mais do que estar vivo, respirar, andar, se alimentar e trabalhar. Viver, de fato, é estar em harmonia com o que te rodeia, com as coisas que você faz e com as pessoas que estão com você. Um viver com propósito é baseado em um viver capaz de realizar e experienciar coisas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Viver é muito mais do que estar vivo, respirar, andar, se alimentar e trabalhar. Viver, de fato, é estar em harmonia com o que te rodeia, com as coisas que você faz e com as pessoas que estão com você. Um viver com propósito é baseado em um viver capaz de realizar e experienciar coisas que dão prazer, pois são essas ações, com sabor, que dão sentido à vida. Elas são capazes de tornar a existência mais longa e feliz. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este é o princípio do Ikigai, um conceito japonês, que traduzido, significa “vida que vale a pena”. Para entender melhor a ideia e saber como o pensamento pode ajudar na satisfação na carreira, acompanhe a leitura e confira as perguntas e respostas sobre Ikigai e profissão.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Mas o que o Ikigai diz?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O Ikigai propõe uma observação atenta de nós mesmo e de nossos impulsos mais naturais &#8211; aqueles que tínhamos na infância, por exemplo. O que gostávamos de fazer quando crianças? O que nos dava prazer? Este olhar para dentro nos aproxima de nosso propósito e nos leva a experienciar a vida com muito mais alegria. O cotidiano e suas obrigações acabam por nos distanciar do que se define como nosso Ikigai. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-2230 size-full" src="https://www.marciosouzacoaching.com.br/wp-content/uploads/2019/11/ikigai-conceito-para-um-viver-com-proposito-e-de-bem-com-a-questao-profissional.png" alt="O Ikigai e o propósito na carreira " width="800" height="600" srcset="https://www.marciosouzacoaching.com.br/wp-content/uploads/2019/11/ikigai-conceito-para-um-viver-com-proposito-e-de-bem-com-a-questao-profissional.png 800w, https://www.marciosouzacoaching.com.br/wp-content/uploads/2019/11/ikigai-conceito-para-um-viver-com-proposito-e-de-bem-com-a-questao-profissional-300x225.png 300w, https://www.marciosouzacoaching.com.br/wp-content/uploads/2019/11/ikigai-conceito-para-um-viver-com-proposito-e-de-bem-com-a-questao-profissional-768x576.png 768w, https://www.marciosouzacoaching.com.br/wp-content/uploads/2019/11/ikigai-conceito-para-um-viver-com-proposito-e-de-bem-com-a-questao-profissional-393x295.png 393w, https://www.marciosouzacoaching.com.br/wp-content/uploads/2019/11/ikigai-conceito-para-um-viver-com-proposito-e-de-bem-com-a-questao-profissional-786x590.png 786w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" />O Ikigai e o propósito na carreira </span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O conceito, sob a ótica profissional e de propósito, estabelece uma intersecção entre missão, paixão, talento e profissão, que resulta no Ikigai de cada um. Para definir cada termo, é preciso estar atento e lançar mão do autoconhecimento para saber o que se ama fazer, o que se é bom em fazer, o que pode ser pago para fazer e o que é bom para o mundo. A união, a soma, o centro de tudo isso, pode ser apontado como o caminho para um viver mais consciente, significativo, feliz e harmonioso. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O Ikigai e as escolhas profissionais</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitas vezes, as </span><a href="https://www.marciosouzacoaching.com.br/2016/08/12/escolha-profissional-autoconhecimento/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="font-weight: 400;">escolhas profissionais</span></a><span style="font-weight: 400;"> são feitas com base em uma única questão, como, por exemplo, a questão financeira. Ao se limitar a essa necessidade, a profissão fica restrita a satisfazer apenas uma parte do ser, não sendo capaz de alimentar e suprir todas as outras que o compõem, como gostos e </span><a href="https://www.marciosouzacoaching.com.br/2016/05/16/valores-felicidade-e-sucesso-no-trabalho/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="font-weight: 400;">valores pessoais</span></a><span style="font-weight: 400;">. O Ikigai convida para um olhar mais abrangente e inclui outras necessidades do indivíduo, tão importantes e vitais quanto. Assim, as chances de se sentir feliz, realizado e motivado são bem maiores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Confira abaixo as perguntas e respostas que vão esclarecer ainda mais o papel do Ikigai no campo profissional:  </span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">1. Como o conceito do Ikigai pode contribuir para uma experiência de vida mais saudável, harmônica e feliz? </span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Ikigai em japonês significa, justamente, &#8220;vida que vale a pena&#8221;. No senso comum, dizemos que toda vida vale a pena. Esta afirmação pode ser válida em um contexto humanitário, se referindo à valorização da vida, mas quando falamos de carreiras, precisamos problematizar o que, de fato, significa uma vida que vale a pena na perspectiva de cada indivíduo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A contribuição do Ikigai está, justamente, nos questionamentos que são feitos como parte do processo para que a pessoa chegue à conclusão do que vale a pena em sua vida. Ao fazermos este questionamentos, temos a possibilidade de compreender qual o propósito que nos move em  cada dimensão de nossa vida. </span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">2. Quando falamos de carreira e de desenvolvimento profissional, de que forma a compreensão do que propõe o Ikigai pode trazer resultados positivos?</span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Os resultados positivos obtidos estão relacionados com a mudança de perspectiva a respeito daquilo que motiva nosso trabalho. É comum escutar de quem busca a orientação de carreiras queixas referentes ao sentido do trabalho. Quando pergunto o sentido do trabalho para estes clientes, a resposta geralmente é algo na linha de: &#8220;Ah, meu trabalho paga as minhas contas&#8221;, &#8220;É com isso que eu mantenho a minha família&#8221;. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o Ikigai, podemos identificar quais valores pessoais movem esta pessoa e se o trabalho está compatível com estes valores ou não. Fundamentados nestes valores, podemos ajudar a pessoa a redefinir o sentido do trabalho de forma que ele esteja mais alinhado com seus valores pessoais. Desta maneira, o sentimento de realização tem mais espaço para florescer, pois o trabalho não atende mais à necessidade financeira apenas, mas está em coerência com valores que fazem parte da vida da pessoa.</span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">3. De forma prática, nos atendimentos como coaching de carreira e orientador profissional, como o conceito do Ikigai é aplicado? </span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Em minha prática, uso o Ikigai de duas maneiras distintas. A primeira delas é fazendo o exercício de refletir sobre os componentes de cada círculo do Ikigai e depois de cada uma das interseções. Desta forma, é possível ajudar o cliente a encontrar seu próprio Ikigai. Na segunda forma, uso os campos do Ikigai como um plano de fundo para avaliar o quanto as decisões tomadas pelo cliente atendem aos critérios estabelecidos por ele ao responder ao Ikigai.</span></p>
<p><b><i>Gostou de saber sobre o Ikigai? Então, compartilhe para que mais gente possa conhecer esse conceito e, quem sabe, encontrar um caminho mais feliz no trabalho. No </i></b><a href="https://www.marciosouzacoaching.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><b><i>site</i></b></a><b><i>, você acessa mais informações e dicas sobre carreira, profissão e autoconhecimento. Fica o convite para uma visita. </i></b></p>
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		<title>Como conhecer as profissões antes da escolha? Um roteiro para te guiar nessa descoberta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[marciosouza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 May 2019 20:23:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Orientação profissional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É complicado escolher por uma coisa e não outra antes de conhecer cada uma, certo? Quando falamos em escolha profissional, o que se nota é que, muitas vezes, não há um conhecimento, verdadeiro, acerca das profissões possíveis, nem de quais caminhos devem ser trilhados para essa decisão. Temos então um desconhecimento que deixa tudo mais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">É complicado escolher por uma coisa e não outra antes de conhecer cada uma, certo? Quando falamos em escolha profissional, o que se nota é que, muitas vezes, não há um conhecimento, verdadeiro, acerca das profissões possíveis, nem de quais caminhos devem ser trilhados para essa decisão. Temos então um desconhecimento que deixa tudo mais difícil. Posso perceber esta falta de conhecimento a respeito das atividades e dos critérios para a escolha profissional por meio dos comentários deixados nos vídeos no YouTube e também nos e-mails que recebo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para ajudar nesse caminhar e nesse processo de colher informações, preparei um roteiro sobre as profissões que você pode acessar </span><a href="http://bit.ly/roteirodasprofissoes"><span style="font-weight: 400;">aqui</span></a><span style="font-weight: 400;">. Mas, antes disso, convido para seguir com a leitura deste texto. Nele, apresento alguns critérios que devem ser considerados na hora de decidir sobre sua carreira. Vamos lá?</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Como definir os critérios da escolha profissional?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é raro eu receber algum comentário do tipo: Não sei se faço Medicina ou Biologia! Gosto de História e Geografia, você acha que eu devo fazer Direito? Tenho certeza que quero a área de exatas, mas não sei se faço Engenharia Mecânica ou Civil. Este tipo de dúvidas demonstra que a pessoa não conhece o suficiente a respeito destas profissões para ter a segurança necessária na hora de definir os critérios para escolher entre as diferentes opções que ela tem em mente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro passo para saber mais a respeito das profissões é você ter clareza sobre os tipos de informações mais importantes e que farão a maior diferença na sua escolha profissional. Chamamos isso de critérios. Por exemplo: vamos supor que você precise comprar um computador. Para que você fique satisfeito com sua compra, será necessário que você pense em algumas coisas antes: 1) Qual seu orçamento? 2) Quais são as suas necessidades? 3) Você prefere um Desktop ou um Notebook? 4) Se for um Notebook, qual tamanho? 5) Quanto de RAM? 6) Qual processador? 7) Qual o sistema operacional?.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Viu? Provavelmente, você usa critérios o tempo inteiro para fazer suas escolhas, mesmo que você não perceba. É importante que você pare para refletir sobre quais são os critérios que você vai usar para escolher a sua profissão. E como estes critérios nem sempre são tão óbvios, como os que você usa para escolher um computador, eu vou listar alguns que podem te ajudar a conhecer melhor as profissões que te interessam.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">1º– COMO É O CURSO? </span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Evite frustrações. A forma como os cursos no Ensino Superior estão estruturados pode gerar um desânimo e frustração em que começa a estudar sem conhecer exatamente a grade. Como as matérias mais básicas são dadas no início do curso, pode acontecer de você entrar em um curso de Engenharia Civil acreditando que vai aprender a construir uma ponte já no começo do curso, mas se deparar de cara somente com matérias como Cálculo, Estatística, Geometria Analítica, Física, Química e Desenho no primeiro semestre.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso é importante que você pesquise nos sites das universidades quais são as matérias que compõem o currículo do curso que te interessa, como elas estão distribuídas ao longo do curso e quais os conteúdos estudados por cada uma delas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">2º– COM O QUE ESTE PROFISSIONAL TRABALHA?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Aqui, a dica é conhecer o dia a dia de trabalho do profissional. Esta pergunta se refere aos OBJETOS DE TRABALHO da profissão que te interessa. São as coisas que fazem parte do cotidiano do profissional desta área. Por exemplo, um advogado, em geral, passa muito pouco de seu tempo em audiências com o juiz, pois a maior parte de seu trabalho acontece quando ele está fazendo pesquisa de leis e precedentes jurídicos, escrevendo requerimentos e petições, preparando a argumentação relacionada aos casos que defende.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">3º– QUAIS SÃO OS LOCAIS DE TRABALHO DESTE PROFISSIONAL?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de saber com o que o profissional trabalha, é muito importante você saber onde acontece o trabalho dele. O lugar físico mesmo em que ele executa seu ofício. Por exemplo, um psicólogo pode trabalhar em escolas, hospitais, comunidades, no judiciário, em consultórios, empresas e até no campo de futebol ajudando a melhorar o desempenho do seu time preferido. Claro que nem todos os psicólogos trabalham em todos estes lugares, pelo contrário, geralmente eles se especializam em uma destas áreas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para você conhecer os locais de trabalho das profissões que te interessam, você pode recorrer aos mesmos sites que você usou para conhecer os objetos de trabalho destes profissionais.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">4º– QUAIS SÃO SUAS POSSIBILIDADES DE ATUAÇÃO?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Conhecendo os objetos de trabalho de uma profissão e os possíveis locais para a atuação do profissional, é hora de avaliar as áreas de atuação que uma profissão oferece. Isso se faz necessário, pois cada profissão tem inúmeras áreas diferentes de atuação que acontecerão nos mesmos locais e usando os mesmos objetos de trabalho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por exemplo, muitos médicos precisam usar diferentes instrumentos em sua atuação profissional e muitos deles trabalham em hospitais, clínicas e centros de saúde. Mas O QUE ELES FAZEM nestes locais? Isso será definido pela área da Medicina que eles escolherem. Por exemplo: cardiologia, neurologia, saúde coletiva, pediatria e muito mais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A mesma subdivisão acontece em qualquer profissão, portanto, faça sua pesquisa para descobrir quais são as áreas de atuação das profissões que te interessam.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">5º– COMO SE DESENVOLVE A CARREIRA DESTE PROFISSIONAL?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Já atendi muitas pessoas frustradas, pois após fazer um curso superior, não conseguiam se inserir no mercado de trabalho. As razões, em geral, eram ou por uma escassez de vagas para este profissional ou porque estas pessoas queriam atuar em uma área muito específica e pouco desenvolvida da profissão. Para evitar esta situação, você pode pesquisar quais áreas oferecem mais vagas para a profissão que te interessa e avaliar se você gostaria de trabalhar em uma destas áreas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro aspecto importante para ser avaliado é a remuneração média da profissão. Pesquise qual a média do salário inicial de um recém formado e também o salário para os postos mais altos que você pode alcançar nesta profissão.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Onde encontrar as informações sobre profissões? </span></h3>
<figure id="attachment_2160" aria-describedby="caption-attachment-2160" style="width: 212px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://mailchi.mp/7838daab931e/escolha-roteiro-para-conhecer-a-profissao"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-2160 size-medium" src="http://www.marciosouzacoaching.com.br/wp-content/uploads/2019/05/como-auxiliar-meu-filho-orientacao-profissional-212x300.jpg" alt="Roteiro para baixar: Como posso auxiliar meu filho em escolha profissional?" width="212" height="300" srcset="https://www.marciosouzacoaching.com.br/wp-content/uploads/2019/05/como-auxiliar-meu-filho-orientacao-profissional-212x300.jpg 212w, https://www.marciosouzacoaching.com.br/wp-content/uploads/2019/05/como-auxiliar-meu-filho-orientacao-profissional.jpg 480w" sizes="(max-width: 212px) 100vw, 212px" /></a><figcaption id="caption-attachment-2160" class="wp-caption-text">Roteiro para baixar: Como posso auxiliar meu filho em escolha profissional?</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Você deve estar se perguntando onde encontrar as respostas para todos esses questionamentos, certo? Quais os canais mais seguros e confiáveis para essas informações? Para sanar as dúvidas que levantei sobre as profissões, você pode recorrer aos sites das próprias universidades, sites como Guia do Estudante e Guia da Carreira, além dos sites dos conselhos de classe como OAB, Conselho Federal de Medicina, Conselho Federal de Engenharia e Agronomia etc. É importante que a busca seja feita em sites de referência e com credibilidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ideal é que você faça a pesquisa para cada uma das profissões que você tem interesse para depois comparar cada uma delas é conseguir decidir qual se encaixa melhor em suas expectativas. No </span><a href="http://bit.ly/roteirodasprofissoes"><span style="font-weight: 400;">roteiro sobre as profissões</span></a><span style="font-weight: 400;"> que preparei, você terá todo o passo a passo para te guiar ao longo da sua jornada de conhecimento. Faça o download gratuito do material!</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b><i>Gostou das dicas compartilhadas aqui? Espero que sim! Compartilhe com outros amigos que estejam nesse momento da escolha da profissão. Para mais conteúdos sobre orientação profissional, carreira e autoconhecimento, acesse meu </i></b><a href="http://www.marciosouzacoaching.com.br/"><b><i>site</i></b></a><b><i>. </i></b></p>
<p>O post <a href="https://www.marciosouzacoaching.com.br/2019/05/27/como-conhecer-as-profissoes-antes-da-escolha-um-roteiro-para-te-guiar-nessa-descoberta/">Como conhecer as profissões antes da escolha? Um roteiro para te guiar nessa descoberta</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.marciosouzacoaching.com.br">Márcio Souza Coaching, Psicologia, Psicoterapia e Orientação</a>.</p>
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		<title>Como posso auxiliar  meu  filho  em escolha profissional?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[marciosouza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 May 2019 15:13:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Orientação profissional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com raras exceções, o primeiro contato em busca de um processo de orientação profissional é feito pelos pais do adolescente que será atendido. Na maior parte das vezes, é a mãe quem me procura, mas, não raro, esse primeiro contato é feito pelos pais. Quase sempre com a mesma fala: “Boa tarde, meu nome é [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Com raras exceções, o primeiro contato em busca de um processo de </span><b>orientação profissional</b><span style="font-weight: 400;"> é feito pelos pais do adolescente que será atendido. Na maior parte das vezes, é a mãe quem me procura, mas, não raro, esse primeiro contato é feito pelos pais. Quase sempre com a mesma fala: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Boa tarde, meu nome é Fulano de Tal, e me passaram seu contato. Você faz teste vocacional?”. </span></i><span style="font-weight: 400;">Normalmente, esse telefonema termina com um convite meu para uma conversa para que eu possa escutar o que esta família busca e explicar sobre o processo de orientação. Preparei este artigo com o objetivo de esclarecer aos pais como eles podem ajudar nesse momento de escolha dos filhos. Aqui, divido dicas que podem ser aplicadas de forma simples no cotidiano da família para que, juntos e em harmonia, possam passar por essa etapa tão importante na vida. Te convido para leitura!</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>O comportamento dos pais e a orientação profissional do adolescente</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em vinte anos trabalhando com </span><a href="http://www.marciosouzacoaching.com.br/2019/03/19/teste-vocacional-ou-orientacao-profissional/" target="_blank"><b>orientação profissional</b></a><span style="font-weight: 400;">, pude observar diferentes formas de participação dos pais na escolha profissional de seus filhos. Existem aqueles que eu só vejo na primeira e na última sessão, aqueles que me buscam durante o processo para obter meu parecer sobre o processo de seu filho, aqueles que no meio do processo me perguntam que profissões seu filho cogita e até mesmo aqueles que se pudessem, participariam de todas as sessões. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes de continuar com este texto, preciso esclarecer que em todas as situações citadas acima, os atendimentos com os adolescentes devem estar em conformidade com as exigências do Código de Ética Profissional do Psicólogo publicado pelo Conselho Federal de Psicologia. Portanto, para iniciar o atendimento, é necessário haver autorização de um dos responsáveis pelo adolescente. Uma vez iniciado, o conteúdo do atendimento é sigiloso e é combinado com os pais como e quando o meu parecer sobre o atendimento será partilhado com eles. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em toda literatura científica sobre </span><b>orientação profissional</b><span style="font-weight: 400;">, os pais são listados entre os personagens mais importantes no processo de escolha profissional de adolescentes. Junto com os pais, são frequentemente citados os amigos, os professores e a escola. Com toda esta importância, nem sempre a forma como os pais participam da escolha de seus filhos produz bons resultados. Não tenho dúvida de que a intenção de ajudar esteja sempre presente, mas infelizmente a forma escolhida para prestar esta ajuda nem sempre é eficiente. Por isso, separei aqui algumas dicas para que você possa buscar a melhor forma de ajudar seu filho na escolha profissional dele.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Valores de família e as profissões </b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A primeira delas é que precisamos lembrar é que, como toda instituição, a família é regida por um conjunto de regras, representações e de </span><a href="http://www.marciosouzacoaching.com.br/2016/05/16/valores-felicidade-e-sucesso-no-trabalho/" target="_blank"><span style="font-weight: 400;">valores</span></a><span style="font-weight: 400;"> que regulam a vida de seus membros. É por meio  destas regras, representações e valores que a família apresentará o mundo para seus filhos. Dentre estas representações a respeito do mundo também estão as representações acerca das profissões. Ou seja, mesmo sem perceber, ensinamos aos nossos filhos quais são as profissões que mais valem a pena e quais são aquelas que não merecem a nossa atenção. Junto com isso, também ensinamos quais são os critérios que devem ser usados para escolher quais profissões seguir no futuro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, minha sugestão é que você busque perceber quais são as representações e os valores que você e sua família partilham sobre as diferentes profissões. Você pode fazer isso percebendo quais são as profissões que vocês mais mencionam. Quando esta profissão aparece na conversa da família, qual valoração é feita? Existem profissões que são melhor avaliadas? E quais são aquelas que não são bem avaliadas? </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Os projetos dos pais para os filhos </b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A segunda dica é que precisamos lembrar que os pais fazem projetos para seus filhos. Naturalmente, mesmo durante a gestação já começam as especulações: </span><i><span style="font-weight: 400;">“será que ele vai gostar de…?”, “nós seremos companheiros de…”, “faço questão que ele estude na mesma escola que eu”, “farei força para que estude no exterior”, “nunca vou permitir que more longe de mim!!”. </span></i><span style="font-weight: 400;">Claro que estes são apenas exemplos, você pode se identificar com alguns e não com outros. Meu convite é que você pare um pouco para pensar quais são os projetos que você já fez ou faz para seu filho. De preferência, anote em algum lugar para usar depois. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esta etapa é muito importante, pois esses projetos, por melhores ou mais inocentes que sejam, costumam ser expressos em expectativas que criamos e que podem ou não serem compatíveis com o que seu filho desenha como projeto para ele mesmo. Neste caso, vale você se perguntar: quais expectativas tenho em relação ao meu filho? Quais as expectativas de meu filho sobre seu próprio futuro? Minhas expectativas são compatíveis com a dele?.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agora, você pode estar rebatendo : “</span><i><span style="font-weight: 400;">não tenho expectativas! Quero que ele seja feliz e pronto!”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Veja só, querer que seu filho seja feliz já é uma expectativa! Não se incomode, é perfeitamente normal termos expectativas referentes àquelas pessoas que amamos e queremos bem. Portanto, não há mal nenhum em você ter algumas ou muitas expectativas com relação a seu filho. A questão aqui não é não ter expectativas, mas aprender a lidar com as expectativas que você tem de forma que elas não sejam uma fonte de opressão para seu filho. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um estudo publicado em 2005</span><span style="font-weight: 400;"> são apontadas três posturas dos pais diante da escolha profissional de seus filhos. A primeira postura é dar liberdade para a escolha, recusando-se a envolver-se no processo, aumentando o sentimento de dúvida e a confusão típicas do processo de escolha profissional. A segunda postura é expressar claramente a opinião de qual a escolha que deveria ser feita pelo adolescente, ferindo seu sentimento de independência e fortalecendo a dependência do adolescente. A terceira postura é apoiar a escolha feita pelo filho, gerando um sentimento de confiança na escolha e de fortalecimento da autoestima do adolescente. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_2160" aria-describedby="caption-attachment-2160" style="width: 212px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-2160" src="http://www.marciosouzacoaching.com.br/wp-content/uploads/2019/05/como-auxiliar-meu-filho-orientacao-profissional-212x300.jpg" alt="Roteiro para baixar: Como posso auxiliar meu filho em escolha profissional?" width="212" height="300" srcset="https://www.marciosouzacoaching.com.br/wp-content/uploads/2019/05/como-auxiliar-meu-filho-orientacao-profissional-212x300.jpg 212w, https://www.marciosouzacoaching.com.br/wp-content/uploads/2019/05/como-auxiliar-meu-filho-orientacao-profissional.jpg 480w" sizes="(max-width: 212px) 100vw, 212px" /><figcaption id="caption-attachment-2160" class="wp-caption-text"><a href="https://mailchi.mp/de15ad0cdaa5/8ig60qsnn4" target="_blank">Roteiro para baixar</a>: Como posso auxiliar meu filho em escolha profissional?</figcaption></figure>
<h3><b>Apoio e respeito pelas escolhas do filho </b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso nos leva à terceira dica: apoie a escolha feita pelo seu filho. Apoiar não significa concordar, mas respeitar a escolha e deixar claro o apoio para que ele siga pelo caminho desejado . Este apoio também pode ser  durante o processo de escolha, ajudando o adolescente a encontrar informações que fundamentem sua escolha, questionando (não criticando) os </span><a href="http://www.marciosouzacoaching.com.br/2015/10/22/criterios-escolha-profissional/" target="_blank"><span style="font-weight: 400;">critérios</span></a><span style="font-weight: 400;"> que estão sendo usados por ele para escolher e partilhando sua própria experiência em escolher sua profissão. </span></p>
<p>Para esse apoio, preparei um <a href="https://mailchi.mp/de15ad0cdaa5/8ig60qsnn4" target="_blank">roteiro</a> com questões que podem levá-los, juntos, à reflexões  importantes. Para acessar, <a href="https://mailchi.mp/de15ad0cdaa5/8ig60qsnn4" target="_blank">clique aqu</a>i.</p>
<p><b><i>O conteúdo compartilhado aqui fez sentido para você? Foi útil? Coloque em prática na rotina de vocês e compartilhe com outras famílias que estejam passando pelo mesmo momento. Para mais dicas e informações sobre orientação profissional, carreira e autoconhecimento, <a href="https://www.youtube.com/marciosouzacoaching" target="_blank">acesse meu </a></i></b><a href="https://www.youtube.com/marciosouzacoaching" target="_blank"><b><i>canal do youtube</i></b></a><b><i>.</i></b></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<p><span style="font-weight: 400;">1 SANTOS, Larissa Medeiros Marinho dos. O papel da família e dos pares na escolha profissional. </span><b>Psicol. estud.,  Maringá </b><span style="font-weight: 400;">,  v. 10, n. 1, p. 57-66,  Apr.  2005 .   Acessível em &lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1413-73722005000100008&amp;lng=en&amp;nrm=iso&gt;. Acessado em  14  Apr.  2019.</span></p>
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		<title>Teste Vocacional ou Orientação Profissional?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[marciosouza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Mar 2019 11:04:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Orientação profissional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A ideia de ter que escolher algo para se fazer pelo resto da vida pode assustar. Eu sei. Neste momento da vida, muitos jovens entram em conflito e até mesmo em verdadeiro desespero diante de questões, desejos, anseios, sonhos e expectativas. Mas, calma. A tensão e o estresse só vão dificultar as coisas. Para a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A ideia de ter que escolher algo para se fazer pelo resto da vida pode assustar. Eu sei. Neste momento da vida, muitos jovens entram em conflito e até mesmo em verdadeiro desespero diante de questões, desejos, anseios, sonhos e expectativas. Mas, calma. A tensão e o estresse só vão dificultar as coisas. Para a escolha de uma profissão é preciso ter clareza de pensamentos e conhecimento. Muito conhecimento. Primeiro de si mesmo e depois das possibilidades profissionais existentes no mundo atual. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para ajudar nesta questão, existe o processo de orientação profissional, um aliado nessa busca por uma escolha mais consciente e tranquila da profissão. A questão é que, ainda hoje,  a orientação profissional é confundida e colocada no mesmo pacote dos chamados testes vocacionais. E, vejam só, não são a mesma coisa! Para explicar melhor o papel de cada um e suas funções, preparei este artigo. A intenção é esclarecer as dúvidas e desfazer possíveis nós. Te convido para acompanhar a leitura.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Teste vocacional: uma parte do todo </span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Tendo sido professor de Psicologia Social por tantos anos, ainda fico impressionado com a força que  os pensamentos possuem no senso comum. Geralmente, no campo da Psicologia Social, usamos o pensamento dialético para compreender a forma como crenças, preconceitos e estereótipos surgem e se mantém em uma determinada sociedade. Não é meu objetivo aqui entrar nos meandros teóricos da Psicologia Social, mas apenas observar como as crenças em torno do que se chama de “teste vocacional” ainda persistem em nosso imaginário apesar de todo o avanço que </span><span style="font-weight: 400;">vemos e que coloca a área da orientação profissional como algo muito mais abrangente do que a mera testagem de interesses. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O teste vocacional e seu início no século XX</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O termo “teste vocacional” surge bem nos primórdios da testagem psicológica, no início do século XX. Pouco antes da Primeira Guerra Mundial, as Forças Armadas dos Estados Unidos perceberam que nem todos os soldados suportavam bem a violência do front de batalha, mas eles também observaram que estes mesmos soldados que não possuíam o perfil violento necessário para o front, possuíam habilidades que faziam com que eles pudessem prestar um excelente serviço em outras áreas como comunicação, logística, estratégia e muitas outras. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Coincidentemente, neste período, a psicologia diferencial estava se desenvolvendo a todo vapor, buscando formas de medir e avaliar as diferentes características psicológicas dos seres humanos. Medir e avaliar significava quantificar tais características usando testes psicológicos (que também estavam sendo desenvolvidos neste período</span><span style="font-weight: 400;">)</span><span style="font-weight: 400;">. Neste contexto, vários programas de pós-graduação de universidades </span><span style="font-weight: 400;">norte-americanas </span><span style="font-weight: 400;">estavam interessados em desenvolver testes psicológicos, com o objetivo de permitir a comparação destas características.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não demorou muito para que as Forças Armadas dos norte-americanos e as universidades em questão entrassem em contato. Várias parcerias foram firmadas</span><span style="font-weight: 400;">:</span><span style="font-weight: 400;"> de um lado, o governo estadunidense financiou o desenvolvimento das pesquisas destas universidades que, em contrapartida, deveriam desenvolver testes capazes de identificar o perfil de cada soldado para que as forças armadas pudessem </span><span style="font-weight: 400;">colocá-lo</span><span style="font-weight: 400;"> em alguma função compatível com seu perfil. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como o processo de desenvolvimento de testes psicológicos é demorado, os testes prometidos pelas universidades não ficaram prontos a tempo para serem usados na Primeira Guerra. Mas este atraso foi ruim apenas para as forças armadas, pois as empresas especializadas em recrutamento e seleção e os orientadores educacionais logo viram o potencial destes testes que passaram a ser usados para o recrutamento de funcionários e para a orientação de estudantes quanto aos cursos superiores que eles poderiam cursar. Assim nascem os testes vocacionais! </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Teste vocacional e a psicologia </span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste período, a pesquisa em psicologia era regida por um paradigma que privilegiava a qualificação em detrimento dos sentidos subjetivos e individuais. Assim, não existia o processo de orientação, tratava-se de pedir que o estudante respondesse aos testes e depois ele receberia os resultados, geralmente apontando que cursos ele teria aptidão para cursar. Esta forma de testagem perdura até hoje, eu mesmo já escutei de várias pessoas que elas tinham aptidão para fazer determinada faculdade em função de um teste vocacional que elas haviam respondido.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">A evolução para a orientação profissional</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">De lá para cá muita coisa mudou, na década de 70 os questionamentos de Rodolfo Bohoslavsky e de Celso Ferreti já apontavam para a necessidade de um processo de Orientação Profissional que não fosse baseado em testes vocacionais, mas que privilegiasse ajudar o orientando a encontrar uma profissão que fizesse sentido dentro de sua história de vida, de seus valores, de suas expectativas relativas ao futuro, além de considerar os aspectos sociais envolvidos na escolha profissional. Para trabalhar com estes sentidos, não </span><span style="font-weight: 400;">é</span><span style="font-weight: 400;"> viável para o profissional fundamentar seu trabalho apenas em testes vocacionais, trata-se de um processo de orientação, que vai ajudar o orientando a encontrar em si mesmo que projeto de futuro ele tem.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Objeto x sujeito na escolha </span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O que está em jogo nesta mudança de enfoque é o lugar conferido ao indivíduo que busca por orientação. Na perspectiva do </span><b>teste vocacional</b><span style="font-weight: 400;">, o </span><b>indivíduo</b><span style="font-weight: 400;"> é visto como </span><b>objeto passivo</b><span style="font-weight: 400;"> da orientação, aquele que deve ser medido e avaliado para que sejam reveladas </span><span style="font-weight: 400;">suas características. Estas características o tornam apto para desempenhar uma ou outra profissão</span><span style="font-weight: 400;">. Já na</span><b> orientação profissional ou vocacional</b><span style="font-weight: 400;">, o indivíduo que busca por orientação é visto como </span><b>sujeito </b><span style="font-weight: 400;">que se relaciona </span><b>ativamente</b><span style="font-weight: 400;"> com sua história e com suas perspectivas de futuro. No contexto da orientação, não cabe ao orientador determinar quais profissões são compatíveis com o perfil de seu cliente, seu papel é o de facilitar o processo de autodescoberta do orientando de forma que este se reconheça como autor de suas escolhas e possa sentir-se identificado e responsável por elas. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">E como eu atuo em minhas sessões?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Exatamente por acreditar na autonomia do sujeito, em meu trabalho como orientador, o teste vocacional se limita a uma etapa do processo de orientação profissional. Mesmo assim, procuro usá-los como recurso auxiliar na promoção do autoconhecimento, que considero a pedra fundamental do processo de orientação profissional.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como profissional, escolho trabalhar na perspectiva da orientação vocacional, facilitando a compreensão dos sentidos subjetivos da história de vida de meus clientes e atuando junto a eles para facilitar a construção de uma relação com o futuro que servirá de base para sua  escolha da profissional. Acredito nesta proposta por entender que ela é a que mais respeita a autonomia do indivíduo e também é a que mais promove benefícios para seu desenvolvimento como ser humano. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diante deste quadro que expus aqui, gostaria de te fazer um convite: ao procurar um profissional para auxiliar em sua escolha profissional, tente responder a seguinte pergunta: “Qual é o meu papel na escolha de minha profissão? Me vejo como objeto que deve ser avaliado ou como sujeito que é autor de </span><span style="font-weight: 400;">minhas</span><span style="font-weight: 400;"> próprias escolhas?”. Respondendo a estas perguntas, você saberá qual é o profissional que poderá te ajudar melhor.</span><br />
<b><i>Gostou deste artigo? Espero que ele tenha clareado as ideias por aí! Para saber mais sobre orientação profissional e questões relacionadas à carreira, acesse o site </i></b><a href="http://www.marciosouzacoaching.com.br"><b><i>Márcio Souza Coaching</i></b></a><b><i>. Até mais!</i></b></p>
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