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	<title>Arquivos Uncategorized - Márcio Souza Coaching, Psicologia, Psicoterapia e Orientação</title>
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	<description>Psicólogo, coach de carreiras, orientador vocacional e psicoterapeuta</description>
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	<title>Arquivos Uncategorized - Márcio Souza Coaching, Psicologia, Psicoterapia e Orientação</title>
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		<title>Quando o conflito vira distância: Como a Terapia de Casal ajuda a superar o afastamento e promover o reencontro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[marciosouza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Mar 2026 13:33:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Márcio Souza &#8220;Bem mais que o tempo que nós perdemos Ficou pra trás também o que nos juntou&#8221; Resposta – Skank  Em minha experiência atendendo casais, é comum escutar falas como: “Ele não divide as tarefas da casa comigo, fica tudo em cima de mim! E quando peço para fazer alguma coisa, precisa ver a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><b>Márcio Souza</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;Bem mais que o tempo que nós perdemos</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Ficou pra trás também o que nos juntou&#8221;</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Resposta – Skank </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em minha experiência atendendo casais, é comum escutar falas como:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Ele não divide as tarefas da casa comigo, fica tudo em cima de mim! E quando peço para fazer alguma coisa, precisa ver a má vontade e a cara amarrada que ele faz&#8221;</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Ela não entende quando falo que precisamos economizar. Enquanto eu estou preocupado em economizar para a aposentadoria, ela quer uma casa maior, um carro novo.&#8221;</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Ele não me ouve! Quero dividir meus sentimentos com ele e, quando percebo, parece que ele está com a cabeça em outro planeta&#8221;</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Eu já falei que não quero mais um filho! Ela não entende que a gente já gasta muito com o Joaquim? Ter mais um filho pode comprometer o padrão de vida que queremos ter.”</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem divide a vida com outra pessoa sabe: o conflito não é um erro de percurso. Na verdade, ele é o resultado inevitável de duas histórias, expectativas e necessidades diferentes tentando ocupar o mesmo espaço.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferente do que muita gente pensa, o desentendimento não é um sinal de fracasso. Muitas vezes, é justamente no atrito que surge a chance de ajustar o caminho e entender, de verdade, o mundo emocional do outro. O problema real não é a briga em si, mas o que fazemos com ela quando o diálogo acaba.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">O perigo do &#8220;conflito silencioso&#8221;</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Percebo que o sinal de alerta acende quando o conflito deixa de ser um evento pontual e vira o nosso &#8220;</span><b>modo de operação</b><span style="font-weight: 400;">&#8220;. Sabe aquelas pequenas frustrações que guardamos para não criar confusão? Elas raramente desaparecem; elas se acumulam.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Ela não reconhece meu esforço, parece que nada é suficiente!”</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;Toda vez que o procuro ele diz que está cansado. Quer saber, deixa para lá, ele surta toda vez que toco no assunto”</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aos poucos, paramos de reagir ao que o parceiro disse hoje e passamos a reagir ao peso de tudo o que ficou guardado. Quando nos sentimos ignorados ou pouco reconhecidos, o nosso instinto é a </span><b>autoproteção</b><span style="font-weight: 400;">. E é aqui que o abismo começa a abrir. Essa proteção aparece de várias formas:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Aquela</span><b> ironia &#8220;fina&#8221;</b><span style="font-weight: 400;"> no meio de uma conversa.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Uma </span><b>cobrança excessiva</b><span style="font-weight: 400;"> por atenção.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">O </span><b>silêncio punitivo</b><span style="font-weight: 400;">.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">O </span><b>distanciamento emocional</b><span style="font-weight: 400;"> (&#8220;tanto faz&#8221;).</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Ninguém acorda querendo ferir o outro. Essas reações são, no fundo, pedidos desesperados de socorro diante do </span><b>medo da rejeição</b><span style="font-weight: 400;"> ou da insegurança. O paradoxo? Em vez de aproximar, elas empurram o parceiro para longe.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">O Ciclo que Aprisiona</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">É muito comum cairmos no que chamo de </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;</span></i><b><i>dança do desencontro</i></b><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;</span></i><span style="font-weight: 400;">: um dos parceiros cobra proximidade de forma intensa; o outro, sentindo-se pressionado ou acusado, recua. Quanto mais um pressiona, mais o outro foge. E quanto mais o outro foge, mais o primeiro intensifica a cobrança. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Para mim é importante falar sobre o que está acontecendo. Mas quando tento conversar, ele diz que não é o momento ou simplesmente muda de assunto.”</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Eu tento controlar melhor as coisas da nossa rotina para que tudo funcione bem, mas isso parece fazer com que ela se irrite e queira fazer tudo do próprio jeito.”</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse estágio, a relação deixa de ser um porto seguro e vira um campo de batalha — ou pior, um deserto. Começamos a rotular o outro: </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;Ele é frio&#8221;</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;Ela é crítica demais&#8221;</span></i><span style="font-weight: 400;">. A relação perde a vitalidade e a comunicação passa a ser puramente </span><b>logística</b><span style="font-weight: 400;">: quem busca as crianças, o que vamos jantar, as contas a pagar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Acredito que a</span><b> solidão a dois </b><span style="font-weight: 400;">é uma das experiências mais dolorosas que existem. É estar ao lado de alguém, mas sentir que a </span><b>intimidade</b><span style="font-weight: 400;"> — aquela possibilidade de compartilhar medos, desejos e vulnerabilidades — virou uma lembrança do passado.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">O Caminho de Volta: A Visão da Gestalt-terapia</span></h2>
<p><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;O contato ocorre quando há auto-suporte e suporte mútuo, permitindo que diferenças emerjam sem confluência destrutiva – comum em casamentos, onde brigas precedem o verdadeiro encontro&#8221;</span></i><span style="font-weight: 400;"> – Fritz Perls</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitos casais chegam ao consultório esperando que eu decida quem está certo. Mas a </span><b>Terapia de Casal</b><span style="font-weight: 400;"> não é um tribunal. O foco não é encontrar culpados, mas entender como a relação passou a funcionar dentro desses </span><b>ciclos repetitivos</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na </span><b>Gestalt-terapia</b><span style="font-weight: 400;">, olhamos para a relação como um &#8220;</span><b>campo compartilhado</b><span style="font-weight: 400;">&#8220;. O que acontece entre o casal não pertence a um ou a outro, mas à forma como os dois se encontram (ou se evitam). O trabalho é ampliar a awareness (consciência):</span></p>
<ul>
<li aria-level="1"><b>Como eu me sinto</b><span style="font-weight: 400;"> quando você se afasta?</span></li>
</ul>
<ul>
<li aria-level="1"><b>O que eu faço </b><span style="font-weight: 400;">que acaba provocando a sua defesa?</span></li>
<li aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Quais são as </span><b>necessidades</b><span style="font-weight: 400;"> reais por trás das minhas críticas?</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">O objetivo não é eliminar o conflito para sempre — isso seria irreal. O objetivo é recuperar a capacidade de se </span><b>encontrar verdadeiramente</b><span style="font-weight: 400;">. Quando paramos de ser adversários e voltamos a ser parceiros que compartilham vulnerabilidades, o conflito deixa de ser um mecanismo de afastamento e volta a ser um espaço de </span><b>negociação e renovação</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Às vezes, o que o casal precisa não é aprender algo revolucionário, mas resgatar algo que se perdeu no barulho da rotina: </span><b>a coragem de ser visto</b><span style="font-weight: 400;"> e a </span><b>generosidade de realmente ouvir.</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“O ser humano se torna eu pela relação com o você, à medida que me torno eu, digo você. Todo viver real é encontro.”</span></i><span style="font-weight: 400;"> – Martin Buber</span></p>
<p><b>Você sente que a sua relação se tornou mais logística do que encontro? Talvez seja o momento de redescobrir o caminho de volta. Vamos conversar?</b></p>
<h2></h2>
<h2><span style="font-weight: 400;">Referências</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">COSTA, C. B.; DELATORRE, M. Z.; WAGNER, A.; MOSMANN, C. P. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Terapia de casal e estratégias de resolução de conflitos: uma revisão sistemática. </span><b>Psicologia: Ciência e Profissão, Brasília</b><span style="font-weight: 400;">, v. 37, n. 2, p. 437–449, 2017. Disponível em: </span><a href="https://www.scielo.br/j/pcp/a/fCjtdgfd5zR9bqXpQTs9fqm/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">https://www.scielo.br/j/pcp/a/fCjtdgfd5zR9bqXpQTs9fqm/</span></a><span style="font-weight: 400;"> Acesso em: 13 mar. 2026.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">VALE, K. S. A </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Relação Conjugal em Debate: uma análise gestática. 2011. 96f. </span><b>Dissertação (Mestrado em Psicologia).</b><span style="font-weight: 400;"> Universidade Federal do Pará. 2011. Disponível em: </span><a href="https://repositorio.ufpa.br/server/api/core/bitstreams/09b97b44-26a9-4821-8e85-6234acb6aaf6/content" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">https://repositorio.ufpa.br/server/api/core/bitstreams/09b97b44-26a9-4821-8e85-6234acb6aaf6/content</span></a><span style="font-weight: 400;"> Acesso em 13 mar. 2026.</span></p>
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		<title>Terapia para homens: falar de si e se despir de defesas</title>
		<link>https://www.marciosouzacoaching.com.br/2023/08/29/terapia-para-homens-falar-de-si-e-se-despir-de-defesas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[marciosouza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Aug 2023 17:19:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O encontro consigo mesmo talvez seja o mais temido dos encontros. O medo de aproximar-se de si, de encarar frente a frente sombras e sóis, está presente em nós, seres humanos. O encontro consigo mesmo é um convite para transpor barreiras, se despir de defesas e de máscaras e de mergulhar no que se é. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O encontro consigo mesmo talvez seja o mais temido dos encontros. O medo de aproximar-se de si, de encarar frente a frente sombras e sóis, está presente em nós, seres humanos. O encontro consigo mesmo é um convite para transpor barreiras, se despir de defesas e de máscaras e de mergulhar no que se é. O chamado é para um movimento subjetivo, que inclui olhar para si, se permitir ouvir, falar e sentir. No entanto, no caso dos homens, o encontro consigo mesmo tende a ser ainda mais temido, justamente porque implica em se abrir, se desfazer de amarras, de um padrão e de uma lógica pragmática e de produtividade, que nos foi ensinada. Então, diante dessa questão que impede, muitas vezes, os homens de uma experiência de contato mais profunda com seus sentimentos, angústias e sofrimentos, para tentar compreendê-los e, assim, também compreender os outros, te convido para leitura deste artigo. Vamos lá?</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O consultório como ponto de partida </span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Para começar nossa conversa por aqui, escolho o consultório como ponto de partida. Isso porque é a partir das experiências cotidianas &#8211; e ao longo de muitos anos &#8211; com meus clientes que vou percebendo a necessidade cada vez maior de falar e de refletir sobre o lugar e a forma da psicoterapia na vida dos homens. Nós não fomos criados para falar sobre nós de maneira reflexiva, com um olhar para dentro, para nossos sentimentos e emoções. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, muitas vezes, a psicoterapia, num primeiro momento, pode ser vista como temerosa, justamente, porque ela é, como falei na abertura deste artigo, um convite para o mergulho em si, em nossa intimidade. Enquanto homens, filhos de uma sociedade estruturada em pilares como machismo e patriarcado, qualquer movimento que se assemelhe a uma sensibilidade, a uma emoção, é visto como um não lugar de homens, como era a cozinha, antes, um cômodo da casa reservado às mulheres. Hoje não mais. Nem a cozinha, nem as emoções estão reservadas somente a um gênero. Essa abertura faz parte da desconstrução da masculinidade patriarcal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, todo mundo precisa se alimentar, não é mesmo? Enquanto pessoas, nós também sentimos, sofremos e temos nossas dúvidas, nossas aflições, desejos e angústias. As emoções são inerentes aos seres humanos e viver uma vida sem ao menos tentar compreendê-las pode ser uma eterna torneira pingando. Um incessante mal-estar que pode nos deixar alienados de nós mesmos e dos outros, das pessoas e das relações.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para pensarmos, juntos, em como a prática da psicoterapia, do falar, do se ouvir, do se desfazer de defesas e de máscaras pode colaborar para uma melhor autopercepção e para uma melhor convivência com o mundo, que te convido a seguir com a leitura. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O utilitarismo e a lógica da produtividade </span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Um outro fator interessante que se apresenta quando falamos de psicoterapia é o utilitarismo, uma maneira de validar algo pelo seu êxito prático. Mas falar sobre mim, resolve? Falar sobre meus sentimentos vai resolver meu problema? Em um mundo pautado pela produtividade, é preciso pontuar que a psicoterapia escapa dessa lógica do produzir e do consumir. Sua prática não caminha para um fim, ela é o fim em si. Ou, em outras palavras, o processo de psicoterapia tem sua finalidade no seu percurso. Como diriam os Titãs, “é caminhando que se faz o caminho”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em geral, os homens têm essa necessidade de saber do resultado, de querer saber da solução, antes mesmo de saber do problema, de identificar onde dói. Há um certo ceticismo e uma competitividade da razão, que tendem a colocar a psicoterapia contra a parede. Mas, vejam só, a psicoterapia não quer ter razão. O que ela quer é ajudar as pessoas em seus processos de ganho de autonomia, de autopercepção, de elaboração de seus sentimentos, de compreensão e construção de uma narrativa de si, para uma experiência de convivência de mais prazer em si e com os outros.    </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">A psicoterapia vai mudar quem eu sou?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Chegamos a uma pergunta recorrente quando se trata de psicoterapia: fazer terapia vai mudar quem eu sou? Para responder esta questão, recorro a Carl Rogers, psicólogo estadunidense, que em seu livro, Tornar-se pessoa, diz o seguinte:</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;"> “Para alguns, ser o que se é é permanecer estático. Eles veem um tal objectivo ou valor como sinónimo de estar fixo ou imutável. Nada pode estar mais longe da verdade. Ser o que se é é mergulhar inteiramente num processo.”</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sendo assim, vale destacar que a identidade é uma construção e, em momento nenhum, durante a psicoterapia, se nega a identidade já construída pelo cliente. No entanto, por meio do processo de autoanálise, de desenvolvimento de autopercepção, é possível identificar comportamentos, crenças e atitudes que podem, sempre por iniciativa do próprio cliente, serem alterados, ajustados, com o desejo de caminhar para uma realidade mais fluida, na qual a pessoa passa a ser mais autônoma e apropriada de si. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste sentido, vale destacar que, mesmo desconstruindo a identidade da masculinidade frágil, por exemplo, não vamos apagar uma identidade. Pelo contrário, vamos trazê-la à superfície para que a partir dessa consciência de si, o homem possa desenvolver uma ação mais responsável e vigorosa na superação de seus obstáculos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como um exemplo, podemos citar as árvores. Elas vivem seus ciclos, com folhas, sem folhas, com flores, sem flores, com frutos, sem frutos. Seja no inverno, no verão, na primavera, na época da colheita ou da brotação, uma amoreira sempre será uma amoreira. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Então, no movimento de mudança, de processo, se reconhece cada vez mais quem se é. Uma  vida interior se torna consciente e isso aproxima o sujeito de quem ele é e dos outros. O faz enxergar o mundo também sem amarras, sem defesas. Há um reconhecimento mútuo.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para finalizar este artigo, mas não encerrar nossa reflexão sobre a psicoterapia para homens, gostaria de deixar uma fala do psicólogo Alexandre Coimbra, em participação no programa Altas Horas, em julho deste ano:</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“A gente tem que trocar a violência pela palavra. Trocar a força bruta pela sensibilidade, pelo direito de sermos sensíveis. Pela possibilidade de podermos chorar, pela possibilidade de termos medo, sem achar que isso vai nos diminuir. É um processo de educação que todos nós, homens, meninos, deveríamos ter. Acreditar que é possível resolver nossos problemas a partir das palavras e do olhar sensível para o outro.”</span></i></p>
<p><b><i>Espero que tenha gostado das reflexões que compartilhei aqui e, caso queira conversar mais sobre o assunto, estou à disposição. </i></b></p>
<p><b><i>Até o próximo! </i></b></p>
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