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	<title>Arquivos Na mídia - Márcio Souza Coaching, Psicologia, Psicoterapia e Orientação</title>
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	<description>Psicólogo, coach de carreiras, orientador vocacional e psicoterapeuta</description>
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	<title>Arquivos Na mídia - Márcio Souza Coaching, Psicologia, Psicoterapia e Orientação</title>
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		<title>Violência contra as mulheres: do ato individual às estruturas sociais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[marciosouza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Sep 2025 19:07:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Na mídia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Marcio Souza “A masculinidade hegemônica é uma prisão. Ela impede os homens de serem plenamente humanos.” JJ Bola Entre histórias pessoais e estruturas sociais Sempre que leio uma notícia sobre violência contra as mulheres, algo em mim se agita. Não consigo tratar como se fosse um episódio isolado. Lembro das mulheres que já escutei em [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Marcio Souza</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“A masculinidade hegemônica é uma prisão. Ela impede os homens de serem plenamente humanos.” JJ Bola</span></i></p>
<h3><b>Entre histórias pessoais e estruturas sociais</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Sempre que leio uma notícia sobre violência contra as mulheres, algo em mim se agita. Não consigo tratar como se fosse um episódio isolado. Lembro das mulheres que já escutei em consultório, muitas vezes trazendo não apenas as marcas visíveis da agressão, mas também as invisíveis: vergonha, medo de não serem acreditadas, dúvidas sobre o próprio valor. Também escuto homens que se sentem perdidos, por não se reconhecerem nesse modelo de masculinidade que agride e controla as mulheres, e que muitas vezes sofrem por não encontrar referências para viver outras formas de ser homem. Outros chegam sem saber como expressar sentimentos — como se emoções não lhes fossem permitidas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É nesse terreno que a violência de gênero se sustenta. Ela não nasce do nada. Está entranhada em discursos, expectativas e práticas cotidianas: na piada machista que circula entre amigos, na cobrança de que as mulheres deem conta de tudo, na desvalorização do trabalho doméstico, no desprezo pelas emoções masculinas e no valor atribuído ao silêncio feminino. Se não enxergamos isso, corremos o risco de reduzir um problema estrutural a casos pontuais.</span></p>
<h3><b>Como o masculino se tornou medida de tudo</b></h3>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“A força da ordem masculina se evidencia no fato de que ela dispensa justificação: a visão androcêntrica impõe-se como neutra.” Pierre Bourdieu</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pierre Bourdieu nos ajuda a compreender esse processo ao analisar o </span><b>poder do masculino</b><span style="font-weight: 400;">. Ele mostra como a dominação se mantém justamente porque se apresenta como natural. O masculino se coloca como medida universal — razão, neutralidade, objetividade — enquanto o feminino é relegado ao campo do particular, do emocional, do secundário.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse contexto, atua a </span><b>violência simbólica</b><span style="font-weight: 400;">: formas de dominação que não precisam de coerção física para se impor, porque já estão inscritas nas estruturas sociais e incorporadas subjetivamente. É ela que faz com que desigualdades pareçam “óbvias” ou “inevitáveis”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A violência simbólica se manifesta em diferentes esferas:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">No </span><b>mundo do trabalho</b><span style="font-weight: 400;">, onde mulheres ainda recebem salários menores, têm menor representatividade em cargos de liderança e enfrentam barreiras para ascender em carreiras tradicionalmente masculinas.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Na </span><b>divisão de tarefas domésticas</b><span style="font-weight: 400;">, em que, mesmo trabalhando fora, são majoritariamente responsáveis pelo cuidado da casa e dos filhos.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Nas </span><b>cobranças estéticas</b><span style="font-weight: 400;">, que aprisionam corpos femininos em padrões de juventude, magreza e beleza, reforçando a sensação constante de inadequação.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">No </span><b>julgamento moral,</b><span style="font-weight: 400;"> quando a responsabilidade pela violência sofrida recai sobre a própria mulher, questionada por suas roupas, seus horários ou suas escolhas.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas práticas corroem cotidianamente a autonomia feminina, criam dependência e reforçam posições de inferioridade. E é nesse terreno, já fragilizado, que a violência física encontra condições de acontecer e ser legitimada.</span></p>
<h3><b>O amor como prisão simbólica</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Valeska Zanello amplia essa análise ao propor a metáfora da </span><b>“prateleira do amor”</b><span style="font-weight: 400;">. Na cultura ocidental, ensina-se às mulheres que seu valor está diretamente ligado à vida afetiva, especialmente ao amor romântico. Para os homens, o destino é o poder; para as mulheres, o amor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse desequilíbrio gera uma vulnerabilidade estrutural. Se para os homens a identidade social se afirma pelo prestígio, pela carreira ou pela virilidade, para muitas mulheres ela se constrói em torno de ser escolhida, desejada ou reconhecida em uma relação amorosa. O rompimento de um vínculo, nesse contexto, pode ser vivido não apenas como perda afetiva, mas como ameaça à própria identidade social.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa lógica produz uma armadilha: mulheres tendem a permanecer em relações abusivas porque perder o amor significa, de algum modo, perder a si mesmas. A “pateleira do amor” sustenta, assim, relações de dependência, legitima práticas de controle e contribui para a reprodução de violências.</span></p>
<h3><b>Misoginia digital: novas roupagens do velho patriarcado</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O avanço das mulheres em direção à igualdade de direitos representa um marco civilizatório, mas também tem gerado reações hostis. Como mostra relatório da </span><b>Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres</b><span style="font-weight: 400;"> sobre misoginia no YouTube, cresce em ambientes digitais um conjunto de grupos que propagam discursos de ódio e tentam resgatar uma masculinidade primitiva, baseada no domínio e na força.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Comunidades como os </span><b>masculinistas</b><span style="font-weight: 400;">, os adeptos da </span><b>red pill</b><span style="font-weight: 400;"> e fóruns de “direitos dos homens” difundem a ideia de que o feminismo teria enfraquecido os homens, ameaçado a família e destruído valores tradicionais. Sob essa lógica, a violência contra as mulheres deixa de ser um desvio e passa a ser apresentada como uma reação legítima de defesa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse fenômeno mostra como o ambiente online se tornou um campo privilegiado para a produção e circulação de discursos misóginos. A internet, que poderia ser espaço de democratização e diálogo, também se transformou em terreno fértil para a radicalização de uma masculinidade ressentida.</span></p>
<h3><b>Broderagem: cumplicidade que legitima</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A masculinidade hegemônica não apenas produz violências, mas também constrói mecanismos para invisibilizá-las. A violência simbólica, como vimos com Bourdieu, transforma desigualdades em senso comum, fazendo com que agressões físicas ou verbais sejam relativizadas, banalizadas ou simplesmente ignoradas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Valeska Zanello chama atenção para outro elemento: a </span><b>broderagem</b><span style="font-weight: 400;">, isto é, a cumplicidade entre homens na manutenção de privilégios. Essa cumplicidade se expressa nas piadas machistas aceitas entre amigos, no silêncio diante de atitudes abusivas, na banalização do assédio ou na deslegitimação sistemática das denúncias das mulheres.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Violência simbólica e broderagem formam, assim, um circuito: enquanto uma naturaliza a desigualdade, a outra garante solidariedade masculina para protegê-la. O resultado é um ambiente social em que a violência contra as mulheres perde visibilidade e gravidade, ao mesmo tempo em que se potencializa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse pacto silencioso ajuda a explicar por que tantas mulheres têm dificuldade em denunciar e por que tantas vezes seus relatos são desacreditados. A masculinidade hegemônica se sustenta não apenas pelo exercício direto da violência, mas também pela capacidade de torná-la invisível ou aceitável.</span></p>
<h3><b>O desafio do engajamento masculino</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Não basta esperar que as mulheres resistam sozinhas. É urgente que os homens assumam a responsabilidade de refletir sobre o que significa “ser homem” e de se engajar ativamente na transformação das masculinidades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O escritor e ativista </span><b>JJ Bola</b><span style="font-weight: 400;">, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Seja homem: a masculinidade desmascarada</span></i><span style="font-weight: 400;">, mostra que essa mudança não pode se restringir a ajustes superficiais. É preciso retirar a máscara da masculinidade hegemônica — construída como fachada de força, controle e silêncio — e reaprender outras formas de existir.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Bola aponta alguns caminhos fundamentais:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Desconstruir os mitos</b><span style="font-weight: 400;"> que moldam o senso comum sobre o que é “ser homem”: a crença de que homens não choram, de que precisam sempre demonstrar força ou de que seu valor está na virilidade.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Reconhecer e expressar vulnerabilidades</b><span style="font-weight: 400;">, reivindicando afeto entre homens e partilhando sentimentos, medos e ansiedades como forma de ampliar o campo de humanidade masculina.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Reeducar a relação com o amor, o sexo e o consentimento</b><span style="font-weight: 400;">, rompendo com a lógica da posse, com as pressões performativas e com padrões violentos ensinados desde cedo.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Atuar como aliados do feminismo</b><span style="font-weight: 400;">, reconhecendo privilégios, assumindo responsabilidades no cotidiano e engajando outros homens nesse processo.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses passos revelam que não se trata apenas de escolhas individuais. É necessário um </span><b>esforço coletivo</b><span style="font-weight: 400;"> — cultural, institucional e comunitário — para que os homens se sintam convocados a se posicionar. Isso significa deslocar o foco da punição isolada para a criação de </span><b>ambientes que pressionem e incentivem os homens, enquanto grupo, a romperem a lógica da broderagem </b><span style="font-weight: 400;">e a se responsabilizarem mutuamente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cada espaço coletivo — escolas, universidades, locais de trabalho, rodas de amigos, famílias — deve assumir a tarefa de interromper o silêncio cúmplice e estimular novas práticas de masculinidade. Só assim será possível transformar a corresponsabilidade em compromisso real com a não violência.</span></p>
<h3><b>Amor ético: cuidado e liberdade</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">“Amar verdadeiramente é um ato de liberdade, e não de posse.” bell hooks</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">bell hooks, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Tudo sobre o amor</span></i><span style="font-weight: 400;">, nos lembra que o amor não pode ser reduzido a um sentimento privado. Amar é uma prática ética que exige cuidado, respeito e responsabilidade mútua. Isso implica que os homens precisam aprender a se relacionar não a partir do controle ou da posse, mas da reciprocidade e da liberdade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando o amor é compreendido dessa forma, ele se torna um recurso de transformação das próprias bases da masculinidade hegemônica. Ao abrir espaço para vulnerabilidade e reconhecimento mútuo, o amor se opõe diretamente à lógica da violência e do poder.</span></p>
<h3><b>Por onde começar a mudança</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Enfrentar a violência contra as mulheres exige múltiplos movimentos articulados. Tenho visto, no consultório, como esse problema atravessa vidas de forma dolorosa. Muitas mulheres chegam carregando violências simbólicas e físicas, mas responsabilizando a si mesmas. E, quando enfim criam coragem para falar com alguém, recebem respostas que as desacreditam: conselhos de como “contornar os humores” de seus companheiros, como se fosse delas a tarefa de evitar a agressão. Esse silenciamento reforça a lógica perversa da desigualdade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também atendo homens que, em um primeiro momento, não conseguem sequer identificar seus próprios sentimentos. Muitos não desejam machucar suas parceiras, mas, à medida que conversamos, percebem que os mecanismos de violência — sejam eles de controle, de desprezo ou de invisibilização — estão entranhados em suas identidades. Reconhecer que são eles próprios os causadores do sofrimento vivido é, para muitos, um choque difícil, mas também o início de um processo de responsabilização e mudança.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É a partir dessas experiências que percebo como a transformação precisa ser coletiva:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Políticas públicas e responsabilização penal,</b><span style="font-weight: 400;"> para conter a violência física e proteger as vítimas.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Educação e debate cultural</b><span style="font-weight: 400;">, para desnaturalizar a violência simbólica e expor seus mecanismos sutis.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Espaços de reflexão masculina</b><span style="font-weight: 400;">, que favoreçam a ressignificação das masculinidades e o questionamento dos mitos que as sustentam.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Práticas éticas do amor</b><span style="font-weight: 400;">, como lembra bell hooks, para transformar os vínculos em relações de cuidado e liberdade.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Corresponsabilização dos homens em cada espaço coletivo,</b><span style="font-weight: 400;"> de modo que a mudança não recaia apenas sobre as mulheres ou sobre agressores isolados, mas se torne um processo de engajamento masculino contínuo e compartilhado.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse último ponto é crucial. Romper a lógica da </span><b>broderagem</b><span style="font-weight: 400;"> implica que nós, homens, deixemos de ser cúmplices silenciosos e passemos a atuar como aliados ativos, pressionando uns aos outros a repensar comportamentos, reconhecer privilégios e assumir responsabilidades. A transformação, portanto, não virá apenas de leis ou de políticas públicas, mas de um </span><b>esforço cultural e institucional</b><span style="font-weight: 400;"> que convoque os homens, como grupo, a se posicionarem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais do que respostas imediatas, trata-se de repensar os alicerces das nossas relações.</span><b> A violência contra as mulheres é um problema coletivo — e eu vejo seus efeitos todos os dias em minha escuta clínica. Só será superada quando deixarmos de normalizar a violência simbólica e passarmos a cultivar relações éticas de amor, cuidado e liberdade.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“O amor é um ato de vontade — a escolha de nos comprometermos com a liberdade de nós mesmos e dos outros.” bell hooks</span></p>
<h4><b>Referências</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">BOURDIEU, Pierre. </span><i><span style="font-weight: 400;">A dominação masculina</span></i><span style="font-weight: 400;">. 11. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2019.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">ZANELLO, Valeska.</span><i><span style="font-weight: 400;"> “A prateleira do amor”</span></i><span style="font-weight: 400;">. In:</span><b> Papo de Homem</b><span style="font-weight: 400;">. Pesquisadoras que você deveria conhecer #3. Disponível em: https://papodehomem.com.br/valeska-zanello-pesquisadoras-que-voce-deveria-conhecer-3/</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">. Acesso em: 06 set. 2025.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">BOLA, JJ. </span><i><span style="font-weight: 400;">Seja homem: a masculinidade desmascarada.</span></i><span style="font-weight: 400;"> São Paulo: Planeta do Brasil, 2021.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">HOOKS, bell. </span><i><span style="font-weight: 400;">Tudo sobre o amor: novas perspectivas</span></i><span style="font-weight: 400;">. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 2021.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">BRASIL. Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres. </span><i><span style="font-weight: 400;">Relatório completo: Estratégias discursivas e monetização da misoginia no YouTube. </span></i><span style="font-weight: 400;">Brasília: Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, 2022. Disponível em: https://www.gov.br/mulheres/pt-br/central-de-conteudos/publicacoes/RelatrioCompletoEstratgiasdiscursivasemonetizaodamisoginianoYouTube.pdf . Acesso em: 06 set. 2025.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Home Office: as coisas que não estão querendo falar para você</title>
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		<dc:creator><![CDATA[marciosouza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2020 21:09:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Confesso que, durante o período em torno de 10 de março, eu não estava tão atento às notícias em função de uma série de questões da vida prática. Meu trabalho, o início de uma nova turma no Existere e a tentativa de finalizar a reforma em meu apartamento fizeram com que eu ficasse praticamente alienado [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Confesso que, durante o período em torno de 10 de março, eu não estava tão atento às notícias em função de uma série de questões da vida prática. Meu trabalho, o início de uma nova turma no Existere e a tentativa de finalizar a reforma em meu apartamento fizeram com que eu ficasse praticamente alienado das notícias. Eis que não houve mais como evitar: pacientes, familiares e amigos falando do COVID-19 voltaram minha atenção para os sites de notícias e para as providências para manter meu trabalho funcionando e para iniciar o isolamento social. Diante disso, trago aqui algumas observações e considerações que fiz &#8211; e tenho feito &#8211; desse período, principalmente, quando fala-se em home office e ensino à distância. Acompanhe a leitura!</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">A glamourização do isolamento </span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Algo me chamou a atenção quando percebi a abordagem extremamente positiva que as pessoas estavam tendo referente ao isolamento social (pelo menos aquelas que aparecem em minhas redes sociais). Uma glamourização a tal ponto do home office e do ensino à distância que mais parecia que as pessoas estavam saindo de férias. Por todos os lados, promessas de cursos online, colocar a leitura em dia, meditar, fazer ioga, exercícios, enfim, tudo aquilo que as pessoas desejavam mas não tinham tempo para colocar em prática. Ainda havia aqueles que diziam que uma nova era se iniciaria para a humanidade (o que me lembrou os hippies com sua era de aquário). Desconfiei, mas ainda estava muito ocupado para refletir adequadamente sobre o assunto. Além disso, achei que era apenas o meu lado pragmático que estava carregando na tinta na avaliação destas mensagens. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Oficialmente, meu isolamento social começou no dia 20/3. Desde então, tenho atendido meus clientes à distância e minhas saídas têm se limitado a uma ida ao mercado por semana. Foram vinte dias bem interessantes, pois eu mesmo tenho vivido o isolamento social e tenho tido a oportunidade de acompanhar meus pacientes vivenciando o mesmo processo. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O home office da vida real x das redes sociais </span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas, bem longe daquela imagem que vejo nas redes sociais, o isolamento social rompe com a rotina já estabelecida das pessoas e acrescenta diversos fatores estressores à mesma. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um exemplo disso é a prática do home office. Ao longo de minha carreira, pude trabalhar com diversos profissionais que buscaram se adaptar a esta modalidade de trabalho. Mesmo em condições normais não é fácil, exige disciplina e toda uma preparação para que o trabalho possa ser feito em casa, sem prejuízo à produtividade ou ao bem-estar. Normalmente, é preparado um escritório dentro da residência, com internet e toda a estrutura necessária para o trabalho. As rotinas precisam ser estudadas e, a partir delas, são feitos combinados com a família para que não aconteçam interrupções desnecessárias ao trabalho. Isso em condições normais e, mesmo assim, não são todos que se adaptam à rotina do trabalho em casa, sendo muito comum que aqueles que optaram pelo trabalho à distância solicitem voltar a trabalhar no escritório da empresa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas não é isso que assistimos nos últimos 20 dias. Pessoas que possuíam um trabalho fora de casa e que nunca tiveram a perspectiva de trabalhar de casa tiveram que se adaptar às pressas para obedecerem à orientação do isolamento social em função da pandemia de COVID-19. Em muitos casos, uma casa de família que ficava praticamente vazia durante a semana passou a ter que comportar o trabalho dos adultos e os estudos das crianças ou adolescentes, tudo dentro de casa, todos ao mesmo tempo, pois o horário de trabalho dos pais se sobrepõe ao horário das escolas dos filhos. No caso de pais de crianças, o ensino à distância oferecido pelas escolas demanda que um adulto acompanhe a criança para auxiliá-la durante as aulas. Alguns pais que conheço têm se desdobrado para acompanhar os filhos e fazer seu trabalho, tudo ao mesmo tempo. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O ensino à distância e a sobrecarga </span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma parte de meus clientes é composta por adultos jovens que frequentam algum curso superior e de adolescentes que estão no ensino médio. Em todos os casos, suas escolas e universidades se adaptaram às pressas para iniciar o ensino na modalidade à distância. Em todos os casos, o relato que chega para mim é de uma sobrecarga de atividades passadas pelos professores. Não poderíamos esperar nada muito diferente disso, pois um ensino à distância eficiente requer todo um planejamento de atividade, fóruns de debates mentoria e uma infinidade de recursos impossíveis de serem implementados no espaço de dias ou semanas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nestas últimas semanas, muito dos atendimentos que fiz demandaram ajudar meus clientes a pensar em soluções para os desafios que o isolamento social impõe no que tange à manutenção do trabalho e ao acompanhamento de seus estudos ou dos estudos de seus filhos. Para alguns, que possuem mais recursos, têm sido relativamente tranquilo. Para outros, está sendo um grande exercício de criatividade. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">A saúde mental no isolamento social </span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Até agora me referi apenas às dimensões práticas do isolamento social, mas também existem as questões relacionadas à saúde mental que precisam ser observadas. Em uma revisão bibliográfica sobre os efeitos adversos de uma quarentena prolongada, pesquisadores</span><span style="font-weight: 400;"> do Kings College de Londres apontam vários efeitos adversos provocados pelo isolamento e pelo confinamento. Dentre eles estão o aumento da ansiedade, irritabilidade, insônia, depressão, pânico e até mesmo estresse pós traumático. Dentre os fatores que geram estes sentimentos estão a privação social, a duração da quarentena, o medo de adoecer, a frustração e o tédio, medo de desabastecimento, falta de informações confiáveis, medo de perder o emprego ou de faltarem recursos financeiros e o medo de ficar estigmatizado por ter ficado doente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nenhum destes efeitos é novidade e apesar da discussão acadêmica sobre o assunto ser abastecida de artigos recentes originado de estudos de quarentena durante o surto de SARS na Ásia, a preocupação da psicologia com estes efeitos não é nada nova. Por muito tempo fui professor de Psicologia Geral e de Psicologia Social e são conhecidos entre os alunos destas disciplinas diversos experimentos sobre o tema feitos por psicólogos norteamericanos.   </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Byung Chul-Han aponta para excesso de positividade característico da sociedade do cansaço. Vejo muito de suas reflexões nos posts das redes sociais sobre o isolamento social, em especial nos perfis dedicados ao autoconhecimento ou a autoajuda. Confesso que eu mesmo vivenciei um pouco disso, pois os primeiros dias do meu isolamento foram marcados pela volta ao apartamento que acabara de ser reformado. O entusiasmo de estar de volta em casa depois de 45 dias somado à tarefa de colocar todas as coisas de volta em seus devidos lugares, junto com os ajustes esperados desta ocasião, fizeram com que os primeiros dias tenham sido ótimos. Lembro particularmente de ter separado alguns livros que eu tinha a esperança de ler durante este período, ter recuperado o acesso de alguns cursos online que comprei e nunca fiz, Ah, claro! Também me propus a tratar fotos que ficaram arquivadas sem tratamento desde as viagens que fiz, as mais antigas são de 2015, portanto eu teria bastante tempo para me divertir com elas. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Realidade foge da idealização </span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas, como é habitual, a realidade se mostrou diferente da idealização feita durante o entusiasmo. Como continuo trabalhando de casa, meu tempo livre continuou tão escasso quanto era antes, talvez até mais escasso, pois tive que resolver problemas gerados pelo distanciamento social em minhas atividades. O pouco tempo livre que me sobra é dividido entre atividades domésticas que usualmente terceirizo, tais como limpar a casa, cozinhar, cuidar das roupas e dos cachorros. Às vezes, até sobra tempo, mas já estou tão cansado que prefiro assistir alguma coisa ou tocar um pouco de violão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Longe de me queixar, meu objetivo com este relato é argumentar que a realidade sempre se impõe e a medida de nossa desilusão é dada por quanta idealização fizemos em antecipação.  No meu caso, tem sido até relativamente simples manter meu trabalho em ordem, mas sei que esta não é a realidade da maioria das pessoas e o que me preocupa é como estas mesmas pessoas podem se sentir ao serem iludidas por todo este discurso positivo em torno do isolamento social. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Os efeitos e o que pode ser feito</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Como escolhi o isolamento, também tenho vivenciado alguns dos sintomas que mencionei acima. Ora fico irritável, ora um pouco mais ansioso. Nestes momentos acredito que devemos fazer apenas o possível, sem idealizações de soluções mágicas. Tem dias que treinar ou tocar um pouco de violão me ajuda, tem dia que não. O que faço nestas horas é o mesmo que indico a quem me pergunta. Se não for possível amenizar o sentimento, então vamos acolhê-lo e esperar que passe. Afinal, se você não puder ter alguns dias ruins durante uma pandemia, então quando terá esta autorização?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estamos vivendo uma situação repleta de incertezas, justamente, o contrário daquilo que gostamos. Não sabemos quanto tempo a pandemia irá levar, quando descobrirão uma vacina ou um tratamento eficaz, quando poderemos ter uma vida que possa ser considerada normal, quando voltaremos a trabalhar e, no caso de alguns, se haverá trabalho quando tudo isso terminar. Não sabemos muita coisa e esta falta de informações revela o caráter inóspito de nossa existência, tão discutido por autores da fenomenologia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A inospitalidade está relacionada à falta de condições para que o ser sinta-se abrigado e acolhido em sua existência. Ela é decorrente te nosso caráter de ser-lançado na existência, pois apesar de sermos responsáveis por nossas escolhas, as condições em que estas escolhas se dão são dadas pelo mundo. Nossa existência consiste, portanto, em um eterno equilibrar-se entre as condições dadas pelo mundo e escolhas que nos direcionam para futuros possíveis, sem as garantias de que estes se realizarão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Compreendo que é o momento de acolhermos nossa fragilidade, pois não se trata de uma fraqueza, mas de uma condição da existência. Acolher a fragilidade não significa declarar-nos impotentes diante do mundo, mas exige que avaliemos a cada momento aquilo que somos e aquilo que não somos capazes de fazer. Significa compreender que nem sempre seremos capazes de fazer tudo aquilo que acreditamos ser possível. E tudo bem, pois fizemos o que era efetivamente possível. </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">respeite e vivencie os dias ruins;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">acolha suas fragilidades;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">compreenda o que é possível fazer e o que não é possível fazer;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">entenda que está tudo bem em não se sentir completamente bem;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">a realidade das redes sociais não é, muitas vezes, a realidade da nossa existência;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">dê uma volta de carro, caso sinta necessidade de espairecer (mas, antes, fale com seu médico para saber se você pode);</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">converse com amigos virtualmente;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">escreva sobre o que te angustia. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste artigo, compartilho com vocês minhas experiências, observações e considerações sobre esse novo momento que estamos vivendo. Para qualquer dúvida ou necessidade de conversa e escuta, estou com meus atendimentos online e os contatos estão no </span><a href="https://www.marciosouzacoaching.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="font-weight: 400;">site</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Caso sinta necessidade, estou aqui para conversar!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um abraço,</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Márcio Souza.</span></p>
<p>O post <a href="https://www.marciosouzacoaching.com.br/2020/04/16/home-office-coisas-que-nao-estao-querendo-falar-para-voce/">Home Office: as coisas que não estão querendo falar para você</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.marciosouzacoaching.com.br">Márcio Souza Coaching, Psicologia, Psicoterapia e Orientação</a>.</p>
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		<title>Seis dicas da OMS para reduzir ansiedade e estresse em tempos de Coronavírus</title>
		<link>https://www.marciosouzacoaching.com.br/2020/03/27/seis-dicas-oms-reduzir-ansiedade-estresse-tempos-coronavirus/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[marciosouza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Mar 2020 20:51:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Na mídia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mudanças drásticas na rotina, um cenário novo e ainda imprevisível. Preocupação com a saúde e o emprego e o distanciamento de familiares e amigos. A pandemia mundial do Coronavírus e todas as questões que ela envolve têm desencadeado estresse e ansiedade em muitas pessoas. Diante desse contexto que estamos vivendo, fica muito claro que cuidar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Mudanças drásticas na rotina, um cenário novo e ainda imprevisível. Preocupação com a saúde e o emprego e o distanciamento de familiares e amigos. A pandemia mundial do Coronavírus e todas as questões que ela envolve têm desencadeado estresse e ansiedade em muitas pessoas. Diante desse contexto que estamos vivendo, fica muito claro que cuidar da nossa saúde mental é fundamental para atravessarmos esse momento com serenidade. Destaco e comento aqui seis orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para controlar estresse e ansiedade e proporcionar mais equilíbrio e tranquilidade no dia a dia. Vamos lá?</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">dica 1. preste atenção na qualidade e na quantidade de informação sobre o Coronavírus </span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O tempo todo, por todos os canais e veículos, há informação sobre o Coronavírus. São dados, números, perspectivas, estudos, etc, que chegam até nós freneticamente. Estar informado é importante, sem dúvidas. Mas o excesso de conteúdo sobre o tema e as fontes de notícias duvidosas podem gerar angústia, sensação de não saber para onde ir e mais ansiedade. Então, fique atento a quantidade e a qualidade de informação que você recebe ou acessa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lembre-se sempre de ler ou ouvir uma notícia até o fim e não apenas o título, verifique a fonte da informação, certifique-se de que se trata de um veículo de comunicação confiável. Outro cuidado importante é com as fake news, que circulam nos grupos de WhatsApp. Elas podem trazer uma preocupação que não é necessária e quando você repassa ela vai preocupar mais gente com base em algo que nem é verdade.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">dica 2. faça das redes sociais suas aliadas</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Já que muitas pessoas estão em isolamento social por conta da quarentena, as redes sociais acabam por se tornar a principal forma de interação com os amigos, a família e o mundo externo. É recomendação da própria OMS manter-se conectado de forma virtual &#8211; e-mail, redes sociais, videoconferência e telefone. Mas todo excesso pode ser prejudicial e, por isso, é importante fazer um uso saudável das redes. A dica é selecionar o que você consome e, caso sinta incômodo com algo, silencie, deixe de seguir, exclua. Você tem esse poder nas mãos. Mantenha o contato com as pessoas que te façam bem e vale a ressalva: procure por informações confiáveis. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">dica 3. seja solidário </span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Crises são bons momentos também para despertar em nós a criatividade e a solidariedade. Lembre-se que muitas pessoas podem não ter os mesmos privilégios. Então, pense de forma coletiva, veja como pode ajudar uma pessoa que não pode ir ao mercado ou à farmácia, por exemplo. Veja de que forma suas ações podem ser mais gentis e fazer a diferença nesse momento. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">dica 4. procure se ouvir e pratique atividade física </span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse momento, é importante também prestar mais atenção às nossas necessidades e sentimentos. Ignorá-los não faz eles desaparecerem. É preciso dar voz, se ouvir, acolher sem julgamento as emoções e depois deixá-las ir. Especialistas, médicos, cientistas estão em busca de soluções para a pandemia do Coronavírus. Eles estão cuidando disso e é fundamental que você cuide de você e dos seus. Aqui, aproveito para incluir a importância de não ter vergonha em pedir ajuda. É muito comum nos fecharmos quando estamos em sofrimento. Procure apoio de uma pessoa de sua confiança. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como uma das orientações da OMS também está a prática de exercícios físicos em casa, mesmo que de forma adaptada. Manter-se em movimento favorece o controle da ansiedade e do estresse, gerando sensação de bem-estar. Além disso, realize atividades que te façam relaxar. Separe um espaço em casa para atividades que façam sentido: ler um livro, ouvir música, brincar. Faça algo que te ajude a reduzir ansiedade. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">dica 5. reconheça o trabalho de profissionais da saúde </span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Na Espanha e em Portugal,  as pessoas têm ido às janelas e varandas em um horário específico para aplaudir e agradecer os profissionais da saúde que estão na linha de frente do atendimento de pacientes da Covid-19. Aqui no Brasil um ato assim também foi realizado. A OMS destaca a importância de olhar para essas pessoas e reconhecer seus esforços no cuidado dos pacientes infectados e por buscarem, dia e noite, alternativas e soluções para o momento de pandemia.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">dica 6. compartilhe histórias positivas</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Como disse, momentos de crise podem despertar boas ideias, ações de solidariedade e empatia. Assim, a OMS recomenda também que as pessoas compartilhem histórias positivas sobre o assunto e suas experiências diante dessa nova realidade. Ler e ouvir boas histórias faz bem, gera bem-estar e tranquiliza. Pense nisso! </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estas orientações foram divulgadas pela </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-51959967" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="font-weight: 400;">OMS </span></a><span style="font-weight: 400;">e compartilho com vocês para ajudar na redução do estresse da ansiedade nesse novo momento que estamos vivendo. Para qualquer dúvida ou necessidade de conversa e escuta, estou com meus atendimentos online e os contatos estão no </span><a href="https://www.marciosouzacoaching.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="font-weight: 400;">site</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um abraço,</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Márcio.</span></p>
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		<title>Coaching é coisa séria: um guia para além das generalizações e banalizações</title>
		<link>https://www.marciosouzacoaching.com.br/2019/08/19/coaching-coisa-seria-guia-para-alem-das-generalizacoes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[marciosouza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Aug 2019 12:14:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Na mídia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Orientar, apresentar caminhos, expandir o olhar, fazer florescer potencialidades, colocar em movimento, guiar por uma direção, instigar o pensar e o refletir, trazer consciência e presença, entregar as rédeas. Todas estas práticas complexas e profundamente transformadoras fazem parte do processo de coaching e estão longe de serem feitas em uma esfera rasa. Assim, aquela história [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Orientar, apresentar caminhos, expandir o olhar, fazer florescer potencialidades, colocar em movimento, guiar por uma direção, instigar o pensar e o refletir, trazer consciência e presença, entregar as rédeas. Todas estas práticas complexas e profundamente transformadoras fazem parte do processo de coaching e estão longe de serem feitas em uma esfera rasa. Assim, aquela história de que hoje todo mundo é coach e que tem coach para tudo e para todo mundo, precisa ser (re)vista com critérios e ponderações. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span><span style="font-weight: 400;">O coaching é um trabalho, um ofício, que envolve tudo o que foi descrito acima e muito mais. Coaching é coisa séria e, assim sendo, deve ser praticado por profissionais com formação, com a densidade e profundidade que o trabalho exige. Por isso, este texto/guia vem para esclarecer o papel do coach e sua atuação responsável, embasada e fundamentada em teorias para poder, de fato, ser um bom condutor ao servir o outro. Vamos lá? Deixe para trás, a partir agora, qualquer pré-conceito, generalização e banalização, combinado? </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">A natureza do coaching é diversificada, não aleatória </span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando falamos que a </span><a href="https://www.marciosouzacoaching.com.br/2019/08/02/em-busca-de-fundamentacao-fenomenologico-existencial-para-processos-de-coaching-de-carreiras/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="font-weight: 400;">natureza do coaching é diversificada</span></a><span style="font-weight: 400;">, queremos dizer que ela é ampla e, por isso, capaz de estar em diversos contextos e áreas. Mas esta possibilidade da prática ser inserida em ambientes diferentes não pode ser usada como uma forma de simplificação. Pelo contrário, seu leque deve ser visto como uma capacidade positiva de se adequar, porém sem ser aleatório ou estar distante de suas bases teóricas fundamentais, que dão suporte e que deram origem ao coaching. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-2214 size-large" src="https://www.marciosouzacoaching.com.br/wp-content/uploads/2019/08/coaching-e-coisa-seria-um-guia-para-alem-das-generalizacoes-e-banalizacoes1-1024x768.jpg" alt="coaching-e-coisa-seria-um-guia-para-alem-das-generalizacoes-e-banalizacoes" width="1024" height="768" srcset="https://www.marciosouzacoaching.com.br/wp-content/uploads/2019/08/coaching-e-coisa-seria-um-guia-para-alem-das-generalizacoes-e-banalizacoes1-1024x768.jpg 1024w, https://www.marciosouzacoaching.com.br/wp-content/uploads/2019/08/coaching-e-coisa-seria-um-guia-para-alem-das-generalizacoes-e-banalizacoes1-300x225.jpg 300w, https://www.marciosouzacoaching.com.br/wp-content/uploads/2019/08/coaching-e-coisa-seria-um-guia-para-alem-das-generalizacoes-e-banalizacoes1-768x576.jpg 768w, https://www.marciosouzacoaching.com.br/wp-content/uploads/2019/08/coaching-e-coisa-seria-um-guia-para-alem-das-generalizacoes-e-banalizacoes1-393x295.jpg 393w, https://www.marciosouzacoaching.com.br/wp-content/uploads/2019/08/coaching-e-coisa-seria-um-guia-para-alem-das-generalizacoes-e-banalizacoes1-786x590.jpg 786w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></span></h3>
<h3></h3>
<h3><span style="font-weight: 400;">Ferramenta sem teoria não funciona </span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span><span style="font-weight: 400;">Muita gente pode até pode ser coach, mas não é todo mundo que é um bom coach. Estudo, conhecimento, pesquisa, formação, envolvimento e prática. Para ser coach é preciso adquirir tudo isso. É preciso ser, de forma integral, um coach. Muitas vezes, os cursos de coaching direcionam o foco para as ferramentas que podem ser usadas no processo, mas que, quase sempre, são apresentadas já distantes dos </span><a href="https://www.marciosouzacoaching.com.br/2019/08/02/em-busca-de-fundamentacao-fenomenologico-existencial-para-processos-de-coaching-de-carreiras/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="font-weight: 400;">alicerces teóricos</span></a><span style="font-weight: 400;"> que fundamentam sua existência e delimitam suas possibilidades de aplicação. Uma boa ferramenta, sem um bom manual de instruções não funciona direito. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Você vai em qualquer médico? </span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span><span style="font-weight: 400;">Assim como não colocamos nossa saúde nas mãos de qualquer um, é prudente que não coloquemos nossos objetivos, metas e sonhos também. Assim como procuramos referências, indicações e histórico profissional de um médico, antes de marcar uma consulta, por exemplo, é essencial que façamos o mesmo com o profissional que irá nos orientar em decisões importantes da nossa jornada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em toda área de atuação, é possível encontrar tanto profissionais preparados com a necessária postura ética frente ao exercício profissional, quanto aqueles que, seduzidos por modismos, exercem a profissão sem o necessário aprofundamento teórico e sem os cuidados éticos exigidos por seu campo de atuação.  Por isso, quem procura por assistência de um coach tem o desafio de identificar em qual destes grupos se enquadra o profissional que o atende. Um coach que não domina os fundamentos de sua prática pode provocar danos ao seu cliente ao invés promover os benefícios que ele espera. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-2215 size-full" src="https://www.marciosouzacoaching.com.br/wp-content/uploads/2019/08/coaching-e-coisa-seria-um-guia-para-alem-das-generalizacoes-e-banalizacoes-capa2.jpg" alt="coaching-e-coisa-seria-um-guia-para-alem-das-generalizacoes-e-banalizacoes" width="800" height="600" srcset="https://www.marciosouzacoaching.com.br/wp-content/uploads/2019/08/coaching-e-coisa-seria-um-guia-para-alem-das-generalizacoes-e-banalizacoes-capa2.jpg 800w, https://www.marciosouzacoaching.com.br/wp-content/uploads/2019/08/coaching-e-coisa-seria-um-guia-para-alem-das-generalizacoes-e-banalizacoes-capa2-300x225.jpg 300w, https://www.marciosouzacoaching.com.br/wp-content/uploads/2019/08/coaching-e-coisa-seria-um-guia-para-alem-das-generalizacoes-e-banalizacoes-capa2-768x576.jpg 768w, https://www.marciosouzacoaching.com.br/wp-content/uploads/2019/08/coaching-e-coisa-seria-um-guia-para-alem-das-generalizacoes-e-banalizacoes-capa2-393x295.jpg 393w, https://www.marciosouzacoaching.com.br/wp-content/uploads/2019/08/coaching-e-coisa-seria-um-guia-para-alem-das-generalizacoes-e-banalizacoes-capa2-786x590.jpg 786w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></span></h3>
<h3></h3>
<h3><span style="font-weight: 400;">Potencial humano: matéria-prima do coach </span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span><span style="font-weight: 400;">Retomando um pouco a questão da abrangência de atuação do coach – empresarial, esportivo, relacionado à alimentação e ao vestuário, citando apenas algumas áreas -, a sua natureza diversa é possível, principalmente, por conta da sua matéria-prima: o potencial humano. Em todo meio há uma pessoa realizando uma atividade e esta pessoa pode expandir, melhorar, crescer. O processo de coaching lança luz sobre o indivíduo e o faz perceber, por si próprio, quais atitudes e comportamentos podem ajudá-lo a melhorar sua performance . </span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O coaching e as nossas escolhas </span><span style="font-weight: 400;"> </span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Consciência. É isso que faz a diferença quando precisamos tomar decisões e fazer escolhas. No coaching, as escolhas são compreendidas como parte de sua atitude consciente diante dos objetivos a serem atingidos. E as escolhas e ações feitas no presente têm no tempo futuro a referência que dará sentido a elas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por meio do trabalho de coaching, é possível realizar a construção de uma narrativa de si mesmo, já que o coachee é convidado a ter consciência sobre seu passado e vislumbrar horizontes futuros como forma de iluminar suas </span><a href="https://www.marciosouzacoaching.com.br/2019/08/02/em-busca-de-fundamentacao-fenomenologico-existencial-para-processos-de-coaching-de-carreiras/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="font-weight: 400;">escolhas no presente</span></a><span style="font-weight: 400;">. Tudo isso, permite ao ser uma experiência existencial mais autêntica, que o fortalece para enfrentar os desafios e obstáculos, inerentes à jornada.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-2216 size-full" src="https://www.marciosouzacoaching.com.br/wp-content/uploads/2019/08/coaching-e-coisa-seria-um-guia-para-alem-das-generalizacoes-e-banalizacoes-capa3.jpg" alt="coaching-e-coisa-seria-um-guia-para-alem-das-generalizacoes-e-banalizacoes" width="800" height="600" srcset="https://www.marciosouzacoaching.com.br/wp-content/uploads/2019/08/coaching-e-coisa-seria-um-guia-para-alem-das-generalizacoes-e-banalizacoes-capa3.jpg 800w, https://www.marciosouzacoaching.com.br/wp-content/uploads/2019/08/coaching-e-coisa-seria-um-guia-para-alem-das-generalizacoes-e-banalizacoes-capa3-300x225.jpg 300w, https://www.marciosouzacoaching.com.br/wp-content/uploads/2019/08/coaching-e-coisa-seria-um-guia-para-alem-das-generalizacoes-e-banalizacoes-capa3-768x576.jpg 768w, https://www.marciosouzacoaching.com.br/wp-content/uploads/2019/08/coaching-e-coisa-seria-um-guia-para-alem-das-generalizacoes-e-banalizacoes-capa3-393x295.jpg 393w, https://www.marciosouzacoaching.com.br/wp-content/uploads/2019/08/coaching-e-coisa-seria-um-guia-para-alem-das-generalizacoes-e-banalizacoes-capa3-786x590.jpg 786w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></span></h3>
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<h3><span style="font-weight: 400;">Abaixo, perguntas e respostas sobre coach para clarear ainda mais o assunto:</span></h3>
<p><b>Qual a diferença entre Coaching Coach e Coachee?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Coaching é o nome dado ao processo no qual o coach (o profissional) auxilia o coachee (o cliente) a alcançar os resultados esperados em sua carreira.</span></p>
<p><b>O que é coaching?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O coaching é um processo no qual o coach utiliza diferentes metodologias aliadas à uma compreensão existencial com a finalidade de auxiliar o coachee a definir seus objetivos e a traçar estratégias para alcançá-los com o máximo de eficiência, potencializando seus resultados e melhorando seu sentimento de realização pessoal e profissional.</span></p>
<p><b>Quais as diferenças entre coaching e psicoterapia? </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora a psicoterapia também tenha a finalidade de auxiliar o paciente a alcançar sua realização, existem duas diferenças básicas entre psicoterapia e coaching: primeiro, o coaching é um trabalho focado em conquistas concretas que podem ser medidas de alguma maneira, enquanto a psicoterapia é mais orientada para a promoção de uma ressignificação de sentimentos originados no passado do paciente e que geram sofrimento no presente. A segunda diferença é que o coaching não trabalha com sentimentos disfuncionais originados no passado, seu objetivo é promover resultados. Já a psicoterapia tem o objetivo de auxiliar o paciente a lidar com estes sentimentos que, por vezes, podem impedir o progresso de um trabalho de coaching.</span></p>
<p><b>Qual a diferença entre coaching e coaching de carreiras? </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os métodos usados no processo de coaching podem ser usados nas mais diferentes áreas, tais como: esportes, artes, moda, negócios e carreira. Considerando que cada um destes campos é altamente especializado, o coaching de carreiras é apenas uma delimitação da área de atuação do coach em função de sua área de especialidade. No caso do coaching de carreiras, o processo será dedicado a discutir questões relacionadas à vida profissional e ao desenvolvimento da carreira do coachee.</span></p>
<p><b>Quem pode se beneficiar do coaching de carreiras?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Qualquer pessoa insatisfeita com suas conquistas profissionais, que esteja disposta a refletir sobre os aspectos que impediram seu desenvolvimento e a fazer as mudanças necessárias para alcançar seus objetivos.</span></p>
<p><b>Posso fazer coaching à distância? </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sim, é perfeitamente possível conduzir as sessões de coaching à distância usando comunicadores como Skype, Google Hangouts ou FaceTime. Para isso, você deve se certificar que seu computador está com um antivírus atualizado e que sua rede é segura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><b><i>O artigo foi útil para você? Te ajudou a desmistificar o trabalho do coach e entender melhor a importância e aplicabilidade dele? Então, compartilhe para que mais gente possa deixar de lado generalizações e banalizações e conhecer melhor o que é um processo de coaching. No </i></b><a href="https://www.marciosouzacoaching.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><b><i>site</i></b></a><b><i>, você encontra mais informações. Fica o convite para uma visita. </i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p>O post <a href="https://www.marciosouzacoaching.com.br/2019/08/19/coaching-coisa-seria-guia-para-alem-das-generalizacoes/">Coaching é coisa séria: um guia para além das generalizações e banalizações</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.marciosouzacoaching.com.br">Márcio Souza Coaching, Psicologia, Psicoterapia e Orientação</a>.</p>
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